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3 de maio de 2012

Resenha Canarinho #3

A Copa do Mundo de 2010 vem na mente dos brasileiros dois nomes, todos que marcaram negativamente a competição. Felipe Melo e Dunga falharam e foram crucificados pelos torcedores. A equipe era boa, entretanto perdemos para uma melhor, a vice-campeã, Holanda. Portanto não era necessário o alvoroço criado.

Não será sempre que o Brasil conquistará o Mundial e não é por isso que as equipes e o técnico são ruins. Se fosse isso, significaria que tivemos apenas 5 times grandiosos, esquecendo grandes seleções como o Brasil de 1966, 1974, 1982 e 1998.

Neste campeonato, o time de Kaká, Robinho e Luís Fabiano vestiram mais um uniforme da Nike, entretanto o primeiro com uma tecnologia ecológica. Feita com 8 garrafas PET recicladas o tecido da camisa é inovador. O design ficou simples, entretanto agradável e limpo. Na away a fornecedora americana inventou demais e adicionou pontinhos amarelos que até hoje não sei como os brasileiros não chiaram. Confira as ilustrações das camisas, calções e meiões usados em cada partida dessa Copa do Mundo:
A fase de grupos era desafiadora, uma vez que depois do Grupo A (formado por África do Sul, França, México e Uruguai) era considerado o mais difícil. Portugal, Costa do Marfim e a modesta Coréia do Norte eram os desafiantes. Contra os asiáticos a vitória apareceu por 2 a 1, um susto explicável devido à estréia. Com a Costa do Marfim nós vencemos e o empate veio diante dos europeus em um jogo pegado e de pouca emoção.

Jogo bonito foi só nas oitavas-de-final, quando a Seleção Brasileira encarou o Chile. Robinho, Fabuloso e Juan marcaram na vitória por 3 a 0, onde o time de Dunga dominou a partida. A favorita ao título Holanda era o próximo adversário. Infelizmente fomos derrotados por 2 a 1 de virada, com gols de Robinho com a camisa canarinho e Sneijder pela Laranja Mecânica.

Como o brasileiro procura sempre um culpado Felipe Melo foi o mais crucificado da equipe e provavelmente não voltará a vestir o manto brasileiro. Da mesma forma que fomos prejudicados ao xingar Roberto Carlos em 2006 e não ter sua presença em 2010, poderemos sentir falta de Felipe.

2010 não foi um bom ano. A Copa não foi nada do esperado, entretanto sempre vale a experiência. Gosto de reforçar que não fizemos um campeonato ruim. Acredito que qualquer resultado que não fosse o título seria alvo de reclamações. Seguindo esse pensamento primitivo apenas a Espanha foi bem e 31 seleções fracassaram e deveriam ter o técnico demitido.

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18 de abril de 2012

Resenha Canarinho #2.1

A Resenha Canarinho desta semana apresenta kits especiais feitos pela Nike. Como o estatuto da Seleção Brasileira (e acredito que de todas as seleções) não permite o uso de um uniforme third, a fornecedora esportiva resolveu criar um modelo exclusivo e limitado, para o uso dos torcedores.

A linha seguiu a ideia de 2010, preta com detalhes em amarelo; porém em 2011 foram feitas duas versões. Uma bem escura: preta com escudo, faixa no peito e logo do fornecedor em um cinza próximo ao preto. Já a outra versão assemelha-se mais à do ano anterior; com os detalhes em amarelo.

Confira as duas versões (em apenas uma apresentação):
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#A série desta semana foi mais curta, já que o ilustrador das camisas está sem tempo. Mas não se preocupem: semana que vem está de volta no ritmo normal.

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11 de abril de 2012

Resenha Canarinho #2

A Copa América é uma competição na qual o Brasil sempre obtêm exito, porém em 2011 o time de Mano Menezes fracassou e perdeu para o Paraguai na semi-final nos pênaltis. Após o empate por 0 a 0 no tempo normal o jogo foi para a prorrogação que infelizmente não teve gols. Digo infelizmente devido ao fracasso da Seleção Brasileira nos pênaltis: Thiago Silva, Elano, Fred e André Santos desperdiçaram as 4 cobranças e eliminaram-nos da competição.

Em 2011, o Brasil não jogou apenas a Copa América. A equipe de Mano disputou o Superclássico das Américas; jogos disputados contra a Argentina em ida e volta. Entretanto há um detalhe interessante. Apenas jogadores que estão jogando em território nacional podem ser convocados. Mesmo com um time muito superior fomos "campeões" por pouco. Definitivamente não foi um ano bom.

Em relação aos uniformes tivemos trabalhos abusados. A Nike voltou com a gola amarela, o que me agradou muito, mas colocou uma barra sem sentido no peito da camisa, detalhe que desagradou os brasileiros. Um ponto positivo que posso destacar é o fato das costuras e detalhes terem sido mais bem trabalhados (nas versões de loja aparece na parte interior do escudo o desenho de um canarinho e dentro da gola a frase "Nascido Para Jogar Futebol"; diferente da versão de jogadores) além do tom do azul usado na away ter saído da tradicional cor viva de sempre. Confira as ilustrações:


Apesar do Brasil ter disputado duas competições, o jogo mias importante foi um amistoso contra a Romênia. Essa partida teve um clima festivo, afinal o maior artilheiro das Copas do Mundo - Ronaldo - estava se aposentando e eu tive a oportunidade de estar presente. Infelizmente a vitória foi por apensa 1 a 0, com um gol de Fred.

Mano, mesmo tendo chegado a pouco tempo, foi bastante criticado e ficou por pouco de não cair. Neymar mostrou que o cara da equipe e Ganso provou que não é tudo que prometia. Desta forma vemos que não estamos com essa bola toda.

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26 de março de 2012

Resenha Canarinho #1


A série já pré-anunciada começa hoje. A "Resenha Canarinho" tem a intenção de falar sobre várias fases da nossa Seleção Brasileira, com ilustrações de Roscellino Neto (rnkits.blogspot.com) e textos de minha autoria.

Para iniciar, nada melhor do que falar sobre o momento que vivemos: uma fase conturbada em que a torcida pede a saída de Mano Menezes pelos maus resultados, mas ao mesmo tempo fica com um pé atrás, já que estamos tão próximos das Olimpíadas. Competição a qual jamais tivemos uma medalha de ouro no futebol e aparentemente não será essa equipe de 2012 que levará.

Os uniformes foram completamente renovados pela Nike para essa guerra no meio do ano. Ao invés de inovar, como fez em 2011, a fornecedora esportiva americana decidiu usar o básico como seu aliado. Reciclou a fonte da Copa do Mundo, pois a anterior não agradava e não abusou nos detalhes nem em faixas sem nexo no meio do peito. Apesar de simples a camisa passa uma imponência diferente. O manto canarinho já tem todo o peso e o novo com logos de sorte e representação (da carranca e dos cruzeiros na gola e a frase "Nascido para jogar futebol" na manga) deve amedrontar ainda mais os rivais que teremos pela frente. (Confira nas ilustrações).
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Infelizmente, nas Olimpíadas a Seleção não poderá utilizar o seu escudo, deste modo, a bandeira do Brasil entrará no lugar. Admito que não fica totalmente ruim, contudo, é algo que não estamos acostumados e primeira vista estranha.
Saindo da estética das camisas e voltando para o futebol devemos perceber que há uma certa ligação. A arte da bola nos pés é a marca registrada do brasileiro e essa Seleção pode voltar a mostrar isso. Desde 2006 (do comando de Carlos Alberto Parreira) não temos um time que joga bem e bonito; Neymar, Ronaldinho Gaúcho (bem contestado), Paulo Henrique Ganso, Daniel Alves, Lucas e companhia pretendem retornar com esse costume.

Por enquanto só fizemos um amistoso no ano, no qual vencemos (apertados) por 2 a 1 a Seleção da Bósnia. Nele, conhecemos um jogador que será importante na caminhada até a Copa de 2014: o atacante Hulk, do Porto. Com sua força física e raça dentro das quatro linhas pode jogar bem ao lado de Neymar e Ronaldinho (ou Ganso) na linha de frente do meio canarinho.
A confiança do torcedor em sua Seleção não é das melhores neste ano, porém bons jogos (não necessariamente vencidos) farão a torcida novamente sentir orgulho de ver um jogo com sua camisa amarela. Mano tem que procurar o entrosamento entre seus jogadores, achar a melhor tática (que já está no caminho certo) e invocar o espírito campeão, o qual já temos naturalmente.

As Olimpíadas estão vindo e mais amistosos desses acontecerão. As vitórias merecem ser repetidas, todavia não da forma como foi. Analisando as outras seleções Sub-23 (mais três jogadores acima da idade) temos a melhor equipe, portanto a obrigação de vencer é nossa. Faz 5 anos que não conquistamos nada digno, isso se for contar com a Copa América; se considerar a Copa do Mundo, são 10 anos na seca de títulos. As cinco estrelas acima do escudo brilham e pesam, logo, nossos atletas tem que mostrar que podem fazer isso e muito mais para carregar bem a torcida de 190 milhões de brasileiros pelo mundo até o próximo Mundial.

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