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26 de outubro de 2012

Aposenta, Mito

Rogério Ceni, já está na hora de você se aposentar. Não digo isso porque não gosto do goleiro - muito pelo contrário, o considero o meu maior ídolo no mundo do esporte - mas sim pelo que sempre se diz quando um jogador vai chegando na terceira ou quarta dezena de sua vida: "ele tem que sair por cima". Com título ou não, classificação para a Libertadores ou não, aposente-se Rogério. Hoje você já está consagrado, já é um mito.

Está na hora de parar, pois já não lhe falta mais nada. Títulos e recordes ele tem de sobra, assim como demonstrações de carinho apresentadas não só pelo São Paulo, mas também por torcedores de outras equipes. Ele é ídolo nacional e hoje tem uma muito mais a perder do que a ganhar.

A conquistar falta pouco, ele já tem de "tudo". A perder ainda tem muito. O futebol pune facilmente um atleta e um jogo perdido, uma eliminação ou um frango podem queimar uma imagem de insuperável e ídolo de todos (sejam corintianos, palmeirenses ou santistas) que demorou 20 anos para ser construída. Ou mesmo pode sofrer uma lesão e ter que anunciar sua aposentadoria de muletas sem o prazer de poder, sozinho, lotar um Morumbi de fãs emocionados.

Ele é um mito e ídolo para todo são-paulino. Fez tudo (talvez até demais) pela torcida do clube pelo qual ama de coração, agora está na hora de fazer por ele. Deve parar, refletir e aposentar como ídolo imortalizado, capitão, goleiro-artilheiro e um mito embaixo das traves: aposenta, Rogério.

14 de outubro de 2012

Ficou fácil virar ídolo


Virar ídolo no Botafogo ficou tão fácil que qualquer perna-de-pau vindo do mundo árabe consegue. A idolatria ficou banalizada em General Severiano, tanto que nomes como André Lima, Maicosuel, Elkeson e Victor Simões já tiveram seus nomes cantados por criancinhas, idosos e adultos em estádios lotados.

Um bom campeonato estadual de sucesso e uns seis gols no Brasileirão é a fórmula perfeita para se tornar craque do Glorioso. Qualquer um que se encaixe nesse perfil ganha a responsabilidade de carregar os medíocres times do Botafogo ao sucesso, todavia é óbvio que um cara que não sabe nem admitir o próprio erro (vide Lúcio Flávio e os demais chorões) não conseguirá receber esse pesado rótulo.

São poucos atletas que aguentam a responsabilidade de vestir a mesma camisa que foi usada por Garrincha, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres e Didi e por isso muitos acabam fracassando. A culpa não é nem dos pobre-coitados dos jogadores, mas digo que da torcida que precipitadamente elege um menino ligeiro de cabelo engraçado o novo messias.

Falta bom-senso à torcida do clube da estrela solitária. Não sei se é carência de Seedorfs ou Jéffersons, mas colocar Elkesons ou Maicosuéis (belo plural) num patamar próximo de lendas do futebol me parece no mínimo burrice. E quem sabe talvez essa não seja a ponta de um enorme iceberg de problemas do bagunçado clube carioca.

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12 de outubro de 2012

O Personagem da Vez #004

Pobre Zico... O brasileiro teve que se conter calado na goleada por 6 a 0 do Brasil sob o "seu Iraque". Devido à ética profissional o ex-10 do Flamengo e da Seleção Brasileira não pôde vibrar nos dribles de Neymar, nem nos passes certeiros do garoto Oscar, e o principal, teve que se contentar a olhar o retorno fantástico de Kaká com direito a pedalada de golaço.

O meia do Real Madrid, contratado a preço de ouro, estava jogado no lixão pelos espanhóis. Largado, buscava no meio de tanto lixo, uma oportunidade com Mano. A conseguiu, e como uma Nina da vida (#oioioi) deu a volta por cima e entreteve milhões de brasileiros por mais de uma hora sem nenhuma reclamação por parte dessa torcida tão exigente. Jogou! Jogou muito! Fez um golaço e agora volta a ser o "queridinho" do Brasil.

O camisa 10 da Copa do Mundo da África do Sul está de volta mais experiente, com um espírito de liderança mais aguçado e tem tudo para montar um quadrado (ou quem sabe um pentágono!) mágico com Neymar, Hulk e Oscar (e Lucas).

A vitória empolgou a todos e as melhores expectativas foram criadas em cima do craque, contudo vale a pena recordar que Kaká não é mais o que vestia a 22 do Milan e encantava até os grosseiros italianos. Hoje, o Príncipe tem marcas de suas batalhas na pele e já cansa mais facilmente. Provavelmente não será O CARA do meio da Seleção (aposto em Oscar), todavia tem totais condições de usar a braçadeira de capitão e liderar, quem sabe, o Brasil em 2014!

#FicaKaká

30 de setembro de 2012

Os Personagens da Vez #003

A rodada não me permitia escolher apenas um personagem da rodada, tudo graças ao fantástico Fla-Flu deste domingo. Não seria justo resumir o jogo em apenas um nome, portanto escolhi três que descrevem todas as emoções da tarde de hoje.

O atacante Fred, tão pedido na seleção, fez o fim de semana dos tricolores mais feliz. Ele anotou o único gol da partida, não de uma forma simples, mas sim de voleio. Deco levantou na área e com apenas 17 minutos de bola rolando o artilheiro do Fluminense emendou de primeira um belo chute de trás da linha do pênalti: uma pintura!

O gol poderia não ter sido tão solitário caso as chances do Flamengo tivessem sido mais bem aproveitadas. O time de Dorival Júnior, pressionou, chegou e chutou, mas não empurrou a bola para o fundo das redes. Cleber Santana teve a oportunidade ao debaixo das traves sem goleiro matar a piada do rebaixamento, contudo bateu por cima e quase matou os torcedores do coração.

Outro lance de destaque foi o pênalti no final da partida. Sem medo, o árbitro Marcelo de Lima Henrique assinalou a penalidade e pôs as chances do empate nos pés de Botinelli. O já tão questionado meia partiu para a cobrança e perdeu. Bateu mal e Diego Cavalieri se consagrou como terceiro personagem da partida - depois de Fred e Santana - ao usar as mesmas mãos que podem (devem) levantar a taça de campeão no fim do ano para defender a penalidade.

Fla-Flu mostrou bem quem está preparado para ser campeão. Os dois times criaram e  puderam marcar. Um deles bateu na trave e não estufou as redes com lances fáceis. O outro, mesmo com dificuldades, fez um golaço.

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26 de setembro de 2012

O Personagem da Vez #002

Monstro, Mito, Craque, Sucessor de Pelé e até Cai-Cai e Marqueteiro. Chame como quiser o personagem não só da vez, mas também de toda uma fase do futebol brasileiro. Neymar é definitivamente o cara. 21 anos, muitos gols e agora seis títulos nas costas em três anos!

Ver show do 11 santista não é difícil. Só esperar chegar o meio ou fim de semana e passar os canais procurando o jogo do Santos. Ele sempre é o destaque das partidas, seja com gols, assistências ou dribles desconcertantes. Hoje, foi mais do que isso. Foi uma taça que ficará marcada na história: a primeira taça levantada por Neymar.

O 2 a 0 de hoje resume-se apenas em Neymar. Um gol dele e outro de Bruno Rodrigo, mas muitos (muitos!) dribles, passes brilhantes e disposição para o jogo. Está certo que perdeu um pênalti, mas no nível que ele alcançou isso é o de menos.

Além de mito nos campos, o santista é também uma grande pessoa. Levantou a taça, todavia chamou Edu Dracena e Léo (os verdadeiros capitães) para comemorarem com troféu. O craque também desejou felicidades e dedicou o título para o amigo Paulo Henrique Ganso, que jogou a partida no Chile.

Com 21 anos é certamente um craque. Bola nenhuma quer ficar longe de seu pé. Estádio nenhum fica vazio com sua presença. Torcedor nenhum fica triste quando Neymar está jogando. Ele tem a (ousadia e) alegria em jogar bola!

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