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30 de março de 2012

Quem pode, pode


O Fluminense fez uma partida confortável contra o Zamora, pela Libertadores. Jogou como quem parecia escolher o melhor momento para marcar e matar o jogo; e foi isso que aconteceu. Rafael Sóbis anotou aos 35 do segundo tempo e classificou com antecedência o Tricolor para as oitavas-de-final da competição.

Cercado de polêmicas, o jogo desta quinta, foi do Flu. O time de Abel Braga sofreu ao menos dois pênaltis na partida: lances duvidosos em Diguinho, Fred e Carlinhos. Na Venezuela os cariocas não fizeram uma boa partida, mas por que podem, afinal são o melhor time da maior competição das Américas. Estavam confortáveis e fizeram o gol da vitória quando estavam pior.

Um time com Fred, Deco, Thiago Neves, Diego Cavalieri, dentre outros, tem o controle de uma partida contra a pior equipe de seu grupo, apesar das adversidades do futebol. Ninguém brilhou, entretanto o conjunto soube jogar a competição com folga, para evitar excesso desnecessário de fadiga, cartões e até lesões.

Agora, classificado, com descanso, o Tricolor das Laranjeiras, terá tempo para se concentrar no Campeonato Carioca (que eu aposto que leva logo na Taça-Rio) e no adversário das oitavas; tendo o luxo de até ignorar o resto da fase de grupos. Abel Braga soube compor uma situação tranquila para fazer o Fluminense dar sequência às boas temporadas que tem feito.

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29 de março de 2012

Lateral por lateral


O Santos vai muito bem no Campeonato Paulista e na Libertador com Juan, uma vez que o lateral-esquerdo tem participado efetivamente das jogadas de gol; diferente do que fazia no São Paulo. O camisa 3 está por empréstimo e ao final do seu contrato com o Peixe o Tricolor do Morumbi (ou o Alvinegro Praiano) pode fazer uma proposta de troca. Qual seria a melhor troca (viável) que poderia ocorrer?

Juan tem um contrato até o fim do ano com Santos e ao seu término o clube praiano deve tentar renovar o empréstimo ou fechar efetivamente o negócio. Para isso, o São Paulo poderia exigir alguns nomes, que cito por exemplo Alan Kardec, Elano e Maranhão.

São atletas que não são totalmente essenciais ao Peixe, já que não são titulares, contudo em lesões ocasionais de titulares apareceriam lacunas no elenco. Maranhão é uma boa opção, já que o Tricolor busca um lateral-direito (é bom lembrar que Douglas, ex-Goiás, já foi contratado e está se recuperando de lesão). Alan Kardec é o reserva imediato de Borges, portanto o transação poderia se complicar, aliás  o time de Leão já tem nomes como Willian José e Luís Fabiano para a posição. Elano é um atleta que encaixa perfeitamente nos dois elenco, mas para adquiri-lo o SPFC teria que desembolsou um bom dinheiro junto à liberação de seu baixinho lateral.

Se eu tivesse o poder de aprovar ou indicar contratações dentro do time do Morumbi, pediria o maranhense de 26 anos. O lateral preencheria o buraco que Píris até hoje não tampou. Contra o Guaratinguetá ele entrou bem, mostrando que tem força para brigar por uma vaga de titular, mas como não roubaria a vaga do recém-contrato, Fucile, uma saída pode ser a melhor solução.

Para o São Paulo a operação não seria totalmente vantajosa, já que Juan tem maior qualidade técnica e experiência que Maranhão. Mas como ele não vingou com a 6 tricolor o acordo favoreceria ambas equipes.

Esse negócio é como o de 2010, que envolveu os dois clubes quando Rodrigo Souto (até então no Santos) trocou de clube com Arouca (que estava no São Paulo). Como falta um lateral-direito no time de Juvenal Juvêncio e um esquerdo no Santos (sem Juan), a troca seria viável, útil e interessante.

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A despedida de um craque


A melhor despedida dos últimos anos aconteceu ontem em São Januário. Edmundo fez sua última partida, agora oficialmente. O polêmico craque já havia parado de jogar, mas nas últimas semanas retornou aos treinos do Vasco para fazer essa festa - como deve ser uma despedida - na goleada do clube cruzmaltino sobre o Barcelona (do Equador).

Essa despedida foi tão excelente devido à forma do jogo: uma partida festiva com goleada. No último jogo de Ronaldo com a camisa da Seleção Brasileira, o - carinhosamente chamado - gordo, não marcou nos poucos quinze minutos da fraca vitória do Brasil sobre a também fraca, Romênia, por 1 a 0.

Não foi 1 (como na despedida do R9) nem 2, nem 3. O Vasco massacrou o Barcelona por 9 a 1, com direito a dois gols do Animal! Ele apesar de já ter saído do futebol, fez o último jogo por cima. Relembrando os velhos tempos de artilheiro na Seleção Brasileira, Flamengo, Corinthians, Fluminense, Figueirense, Santos, Cruzeiro, Seleção Brasileira, além de Vasco e Palmeiras, clubes nos quais ele foi ídolo.


Obrigado Edmundo, por ter proporcionado não só aos palmeirenses e vascaínos a felicidade de ver marcar, mas todos os brasileiros que torceram por você (infelizmente não tive essa oportunidade) nos jogos da Seleção. Desejo muito sucesso ao Animal na Rede Bandeirantes onde já se destacava (antes deste jogo) como comentarista.

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26 de março de 2012

Resenha Canarinho #1


A série já pré-anunciada começa hoje. A "Resenha Canarinho" tem a intenção de falar sobre várias fases da nossa Seleção Brasileira, com ilustrações de Roscellino Neto (rnkits.blogspot.com) e textos de minha autoria.

Para iniciar, nada melhor do que falar sobre o momento que vivemos: uma fase conturbada em que a torcida pede a saída de Mano Menezes pelos maus resultados, mas ao mesmo tempo fica com um pé atrás, já que estamos tão próximos das Olimpíadas. Competição a qual jamais tivemos uma medalha de ouro no futebol e aparentemente não será essa equipe de 2012 que levará.

Os uniformes foram completamente renovados pela Nike para essa guerra no meio do ano. Ao invés de inovar, como fez em 2011, a fornecedora esportiva americana decidiu usar o básico como seu aliado. Reciclou a fonte da Copa do Mundo, pois a anterior não agradava e não abusou nos detalhes nem em faixas sem nexo no meio do peito. Apesar de simples a camisa passa uma imponência diferente. O manto canarinho já tem todo o peso e o novo com logos de sorte e representação (da carranca e dos cruzeiros na gola e a frase "Nascido para jogar futebol" na manga) deve amedrontar ainda mais os rivais que teremos pela frente. (Confira nas ilustrações).
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Infelizmente, nas Olimpíadas a Seleção não poderá utilizar o seu escudo, deste modo, a bandeira do Brasil entrará no lugar. Admito que não fica totalmente ruim, contudo, é algo que não estamos acostumados e primeira vista estranha.
Saindo da estética das camisas e voltando para o futebol devemos perceber que há uma certa ligação. A arte da bola nos pés é a marca registrada do brasileiro e essa Seleção pode voltar a mostrar isso. Desde 2006 (do comando de Carlos Alberto Parreira) não temos um time que joga bem e bonito; Neymar, Ronaldinho Gaúcho (bem contestado), Paulo Henrique Ganso, Daniel Alves, Lucas e companhia pretendem retornar com esse costume.

Por enquanto só fizemos um amistoso no ano, no qual vencemos (apertados) por 2 a 1 a Seleção da Bósnia. Nele, conhecemos um jogador que será importante na caminhada até a Copa de 2014: o atacante Hulk, do Porto. Com sua força física e raça dentro das quatro linhas pode jogar bem ao lado de Neymar e Ronaldinho (ou Ganso) na linha de frente do meio canarinho.
A confiança do torcedor em sua Seleção não é das melhores neste ano, porém bons jogos (não necessariamente vencidos) farão a torcida novamente sentir orgulho de ver um jogo com sua camisa amarela. Mano tem que procurar o entrosamento entre seus jogadores, achar a melhor tática (que já está no caminho certo) e invocar o espírito campeão, o qual já temos naturalmente.

As Olimpíadas estão vindo e mais amistosos desses acontecerão. As vitórias merecem ser repetidas, todavia não da forma como foi. Analisando as outras seleções Sub-23 (mais três jogadores acima da idade) temos a melhor equipe, portanto a obrigação de vencer é nossa. Faz 5 anos que não conquistamos nada digno, isso se for contar com a Copa América; se considerar a Copa do Mundo, são 10 anos na seca de títulos. As cinco estrelas acima do escudo brilham e pesam, logo, nossos atletas tem que mostrar que podem fazer isso e muito mais para carregar bem a torcida de 190 milhões de brasileiros pelo mundo até o próximo Mundial.

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