19 de novembro de 2010

Dinheiro "compra" título?


Por mais que pareça o título não fala de supostas ajudas dos árbitros ao Corinthians, o que acho que não existe. Mas trata de uma questão bem curiosa. Será que um time com muito dinheiro pode se tornar "grande" e quem sabe ganhar um título?

Para tudo gosto de usar exemplos brasileiros, já que a maioria dos leitores (se não todos, acompanha o futebol nacional), portanto vejo um time como o Fluminense com jogadores caros, comprados e que não rendem o esperado. Fred custa uma boa grana para o tricolor todo mês e está a um certo tempo (e bota tempo nisso) machucado. Deco custou caro para o cofre do clube e até agora não rendeu. Seria o técnico? O esquema tático? Ou mesmo falta de disposição? Acredito que o caso de Fred seja especial, vejo ele como um famoso "chinelinho" que tem um status de ídolo, não sei como, se nunca joga. Já Deco não se encaixa com o perfil tricolor. O time de Muricy não tem espaço para dois meias avançados criadores de jogadas; precisa de um meia, assim como foi Hernanes (no São Paulo) e Diego Souza (no Palmeiras).

Gastar uma fortuna em jogadores desnecessários ao elenco
não seria um dinheiro jogado fora?
Mas e na Europa? No Velho Continente tudo é diferente. Times que não tinham grande expressão no futebol hoje são considerados grandes. Esse é o caso do Chelsea. Que nunca foi uma maravilha, mas após o magnata russo Roman Abrahmovic adquirir o clube ele cresceu com contratações caras e eficazes. Outro clube que vai no mesmo caminho é o Manchester City; que já contratou Robinho (emprestado ao Milan), Tévez, David Silva, Adebayor e companhia e vem se tornando estrela na Premier League.

Então quer dizer que no Brasil o dinheiro não basta? Ajuda sim. E muito, só que o conhecimento sobre a utilidade dos jogadores não parece ser reconhecida pelos dirigentes tupiniquins. Contratações desnecessárias de grandes nomes são feitas; e aos montes. 

O Fluminense ia tão bem com Conca sendo o maestro no meio; o clube precisava de um apoiador ofensivo, o que não aconteceu e Deco chegou perdido ao elenco. Outro exemplo bom é o São Paulo que não precisava do Cicinho em 2010. Mesmo que sem querer ele vchegou para zonear e fazer a desgraça (coitado) da torcida tricolor. O time foi campeão três vezes jogando com um time que passava bem; organizava o jogo no 3-5-2. Com a chegada de Ricardo Gomes o esquema tático mudou para o 4-4-2, mas de vez em quando existia a necessidade de um time mais organizado; mais tático. Só que com a chegada de Cicinho, um legítimo lateral, era impossível implantar o 3-5-2.

Na minha opinião dinheiro não "compra" título. Ajuda se souber ser usado. Jogadores caros não são sinônimos de vitória, como pensam muitos brasileiros. Jogadores com preços mais baixos podem ajudar muito mais do que um ex-seleção de 30 anos. Branquinho, do Atlético-PR, é um excelente exemplo de bom investimento. O Furacão não desembolçou uma quantia absurda e conseguiu um ótimo jogador que acredito que será vendido e dará lucros para o clube.

E você o que acha? Deixe um comentário com a sua opinião.

Obs: Essa foi a segunda edição do "Felipe Opina!" nesta semana. Pode ser que aconteça de ter mais de uma por semana; mas o garantido é uma vez por semana.

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