31 de maio de 2012

A minha Seleção das Olimpíadas

Mano Menezes demorou, mas achou o que estava de baixo de seu nariz: os jovens jogadores que fazem a Seleção Brasileira jogar bem. Com uma equipe "sub-23" vencemos bem a Dinamarca e os Estados Unidos. Foram apenas testes para as Olimpíadas e o técnico da Selê fez suas escolhas, agora é a minha vez de dizer como seria a minha equipe (formada por 18 jogadores) para a competição que ocorrerá em Londres.

Existem opções de bons goleiros, portanto decidi não gastar minhas três fichas. Rafael seria o titular, uma vez que vive um grande momento no Santos, principalmente na Libertadores. Já Neto ficaria de opção para o banco. Sua escolha foi primeiramente por sua qualidade, mas não deixou de levar em conta que não são tantas opções existentes de jovens goleiros.

A defesa é bastante rígida e conta com o capitão da seleção principal, Thiago Silva (27 anos), um grande destaque do Milan e do Campeonato Italiano. Juan (da Internazionale de Milão) é jovem, mas ainda no Internacional já mostrava ser um bom atleta e correspondeu bem quando acionado contra a Dinamarca e os EUA, por este motivo seria meu titular. No banco escolhi o capita da seleção sub20, o são-paulino Bruno Uvini.

A segunda ficha foi gasta no lateral-esquerdo Marcelo, o qual além de ser um destaque do Real Madrid ajuda tanto no ataque quanto na defesa da Selê. Danilo, do Porto, é bem versátil, desta forma é meu titular. Para o banco convocaria Alex Sandro (do Porto) e Fágner (do Vasco).

Os volantes são bem fortes e se não fossem os recentes amistosos meus titulares seriam Sandro e Casemiro, contudo a escolha de Mano de usar Rômulo e o atleta do Tottenham me agradou, portanto mantenho o esquema. O jogador do São Paulo ficaria para o banco.

Do meio pra frente é só alegria (e ousadia) e a terceira ficha é gasta com Hulk. A equipe titular ficaria com Neymar, Oscar e Hulk e surpreendentemente com Pato na frente, já que Damião parece não render mais coma a amarelinha. No banco teríamos luxo: Lucas, Ganso e o atacante Colorado.

O que acham da minha convocação? Quais seriam suas opções? Comente.

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27 de maio de 2012

Opções. Essa é a receita

Muricy Ramalho, desde os tempos de Internacional (em 2005) cobrava um time com várias opções para se tornar campeão. Não apenas o atacante titular tinha que ser bom, mas o reserva teria que ter capacidade de suprir a ausência da primeira opção. Com isso ele conquistou quatro Campeonatos Brasileiros e uma Libertadores (fora os Estaduais). Essa filosofia se difundiu no futebol brasileiro e o Botafogo é um clube que em 2012 para ter conseguido alcançar a receita do sucesso.

Mesmo com alguns reservas (Renan, Brinner, Dórea) o alvinegro fez uma grande partida contra o Coritiba e o derrotou fora de casa, onde os coxas-brancas são tão fortes. Além da ótima linha de frente com Fellype Gabriel, Maicosuel, Vítor Júnior e Herrera, Oswaldo de Oliveira tem as boas opções (em condições normais de jogo): Elkeson, Andrezinho e "Loco" Abreu.

Mesmo saindo atrás no placar, o Bota reagiu e virou o jogo com dois gols de Lucas e um de Vítor Júnior, com destaque para a excelente atuações dos laterais. O treinador botafoguense, devido as opções do banco, pôde mexer no time sem grandes alterações táticas. A essência do time foi mantida e a intensidade do ataque seguiu forte.

Ofensivamente o time está perfeito, contudo a defesa é deixada na mão com as frequentes subidas dos laterais Lucas e Márcio Azevedo. Dificilmente Antônio Carlos e Fábio Ferreira não sofrerão gols assim, desta forma, para as alternativas reservas a situação é mais complicada. A defesa pecou - principalmente no início do jogo - e os defeitos têm que ser corrigidos o mais rápido possível.

A equipe do Botafogo de Oswaldo de Oliveira foi montada para disputar competições que pedem resultados constantes, como é o Brasileirão. Sendo assim, ter possibilidades de substituição é indispensável e a diretoria fez um excelente trabalho ao reforçar o plantel do clube e dar totais condições do Glorioso de não sair de 2012 em branco.

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26 de maio de 2012

A Nossa Seleção!

O Brasil venceu a Dinamarca por 3 a 1, com um futebol bom no primeiro tempo e descansado no segundo. Um grande feito, uma vez que jogamos sem os nossos peixinhos (Neymar e Ganso) e provamos que a geração 2012 tem futebol pra levar a Olimpíada e quiçá a Copa de 2014.

Realmente esse jogo não valia muito, mas se perdesse era a consagração da crise. Hulk e Oscar merecem ser titulares, ao menos até quando Lucas e Ganso voltarem a jogar bem. Os camisas 20 e 10, respectivamente, participaram efetivamente dos gols. E criaram uma dúvida na cabeça de Mano Menezes: esse ataque é o melhor do que o especulado desde 2010?

Além do meio/ataque, outro setor que me surpreendeu foi a defesa. Thiago Silva é o capitão da era pós-Lúcio e provou isso com os puxões de orelha em Marcelo, Juan e Danilo. Jéfferson é outro que passou segurança e defendeu até quando o jogo já estava parado.

Sem o nosso reizinho-artilheiro destruímos os "poderosos" dinamarqueses que ficaram em primeiro de seu grupo nas Eliminatórias para a Eurocopa apenas no primeiro tempo. Como é natural o Brasil relaxou demais e na segunda etapa tomou alguns sustos, incluindo o do gol sofrido (com participação especial do bandeirinha).

Não foi uma vitória que transformou o Mano em gênio, como também acredito que não são duas derrotas em amistosos ou a convocação (ou não convocação) de um atleta que o transforme em burro. A Seleção é imprevisível e para recuperar a confiança do torcedor tem que vencer os amistosos que estão por vir. Vários brasileiros esquecem rápido do sucesso e deixam o fracasso passar lentamente. É a derrota da qualidade de se auto-menosprezar.

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Admissão de incompetência

Onde já se viu uma empresa gigante lançar um produto, mas seguir vendendo o modelo anterior para agradar os "tradicionalistas"? No mínimo estranho. É como admitir que a nova mercadoria não é tão boa quanto a anterior.

Fluminense e Adidas aceitaram seguir essas ordens e lançaram as novas camisas, porém indicaram às lojas que continuem a vender o uniforme de 2011. Realmente a camisa ficou horrível e parece que Peter Siemsen, presidente do Flu, também não gostou ao anunciar essa ordem.

A camisa branca (III) ficou boa, inclusive melhor que a atual, todavia a tricolor acabou com todas as esperanças de ver o Tricolor (IV) combinar seu bom futebol com um belo uniforme, apesar de ser o quarto uniforme (para que?). As cores do clube já não são lá muito fáceis de combinar e a fornecedora complica ainda mais usando pequenas faixas verdes. O pior foi o conselho do clube que aprovou o uniforme (por dois votos).

Foi um mau gosto tremendo na escolha do uniforme e espero que a camisa da temporada passada venda mais confirmar que o Tricolor das Laranjeiras e seu fornecedor estavam errados. Ao menos de consolo o torcedor terá aquela bela camisa grená com dourado e pode aguardar que virá um cinza, como no centenário.

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24 de maio de 2012

Épico

Maloqueiro e sofredor. É desta forma que os corintianos se descrevem e sentiram na pele o que é sofrer. Jogando em casa o Timão pressionou o Vasco, sofreu, acertou a trave e viu Diego Souza perder um gol cara a cara com Cássio. Se teve algo que não faltou foi emoção.

Até o técnico incorporou o espírito. Ao ser expulso, Tite se unir à fanática torcida, "vestindo" a camisa 12 do torcedor. O Vasco jogou bem, se vencesse seria merecido, contudo se fez valer e deixou o alvinegro praticar seu jogo de placar mínimo em nível alucinante de emoção.

A festa estava planejada; só valia apoiar e a recompensa teria que vir. E como veio. Da forma mais corintianizada Paulinho, de cabeça, marcou um gol aos 44 minutos do segundo tempo que garantiu o Corinthians na semi-final da Libertadores.

Que festa! Isso foi jogo de futebol, não o xadrez praticado nos campos europeus. A final que o esporte devia do ano passado aconteceu hoje. Vasco e Corinthians realizaram uma partida cheia de emoções que não teve melhor. Venceu quem mais se identificou com o jogo. 1 a 0, gol sofrido e torcida comparecendo em massa: a cara do Timão.

Parabéns Corinthians.

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20 de maio de 2012

Perder é ruim, mas da forma como foi é pior

Gols no final, pênalti perdido, chances desperdiçadas e disputa de pênaltis. São esses elementos que tornam um partida de futebol comum em um jogo espetacular. Muller, Drogba, Robben, Cech e Schweinsteiger foram os responsáveis por fazer a final da UEFA Champions League em uma partida mais inesperada do que já era. A taça esteve várias vezes próximas da sala de troféus do Bayern, todavia foi direto para Londres com a importância do primeiro título da cidade.

Os bávaros mandaram. Pareceria um jogo-treino se não fosse pela atmosfera, pois os alemães não deram chances aos londrinos: foi jogo de ataque contra defesa. O jogo pouco cativante do início sumiu e no segundo tempo o Chelsea se dispôs a contra-atacar com perigo. E desta forma os nomes da decisão apareceram.

Primeiro foi Müller que de cabeça anotou o gol que seria do título. 83 minutos era a melhor hora para marcar. Quem jogou melhor sairia com o troféu e a final seria uma final justa qualquer, mas foi aos 88 que Drogba marcou de cabeça o empate. Eles não mereciam. Não jogaram futebol, mas sim uma espécie de xadrez. Mas quem disse que o esporte tem que ser justo?

Se o jogo não foi justo no final do tempo regular, não seria mais naquela partida. Drogba era herói, não obstante parecia se tornar o algoz quando deu a oportunidade de Robben marcar de pênalti. Mas não era o dia dos vermelhos. Cech foi mais um grande nome e com as pernas defendeu a cobrança. O pênalti perdido foi como um calo no pé do cavalo de corrida e o jogo começou a tomar outro rumo

A pressão vinda do campo do Chelsea era forte, mas quem seguia assustando era o Bayern. Para o azar dos alemães o jogo teve que acabar, caso contrário a bola entraria com mais uns 5 minutos de bola rolando. Nos pênaltis apareceu mais um nome de destaque: Schweinsteiger. Até Neuer marcou um gol e faltava uma cobrança. Seu conterrâneo do meio-campo acertou a trave e novamente Drogba decretou o jogo.

A justiça não foi feita. Entretanto não reclamo disso. Foi a imprevisibilidade que proporcionou a melhor final dos últimos anos. O Bayern era o cavalo favorito, todas as apostas estavam em suas costas e talvez tenham pesado. O Chelsea correu leve, sem a preocupação de cumprir com as expectativas e foi campeão (como previu meu professor de matemática, Francis). Era o azarão. Não foi uma zebra, mas digo que surpreendente. Parabéns!

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19 de maio de 2012

A final mais esperada do ano

Munique é uma cidade pacata e tradicional, assim como seus moradores. Entretanto as 15h45 (horário de Brasília) deste sábado a capital da Alemanha se tornará a capital do futebol e todos os olhos se voltarão para uma peça moderna de arte, a fantástica Allianz Arena. Bayern de Munique e Chelsea disputam no moderno estádio o título mais cobiçado da Europa, a UEFA Champions League. Quem levantará a taça?

A briga será acirrada; final nunca é fácil, mas os bávaros são favoritos na disputa. O time de Robben, Muller e Mario Gomez tem o coincidente fator casa e haverão não só os torcedores da dividida arena, mas a cidade estará vestida de vermelho. Por mais que seja uma final e o estádio seja "neutro" em relação ao mando qualquer vantagem já conta muito e o Bayern largou na frente.

Antes da bola rolar os cavalos de aposta correm juntos, um ao lado do outro, todavia a preparação, qualidade e experiência contam a favor do vermelho. Em um 4-2-3-1, mesmo com desfalques, a equipe bávara tem um entrosamento maior da equipe, que já se conhece de algumas temporadas. A tradição conta, o dono de várias medalhas da corrida entra em campo com moral.

O vermelho é brilhante, lindo. Mas o pobre-coitado azul não vai deixar fácil. Di Matteo endurecerá o jogo (também no 4-2-3-1) fora de casa. A defesa estará posta para enfrentar o batalhão alemão e aproveitar as brechas, para como no jogo contra o Barcelona, marcar seus gols. Podem não ser os mais experientes ou colegas de longa data, contudo a força de vontade para conquistar a primeira UCL fez o Chelsea chegar longe e por que não vencer a final.

Um confronto gigante entre as melhores equipes da competição, as quais acabaram com o favoritismo de Real Madrid e Barcelona, é com certeza especial. Charmoso e conquistador ao mesmo tempo de surpreendente a decisão não passará sem o meu palpite. O embate será duro, não obstante os alemães levantarão o caneco ao bater os Blues por 3 a 1. Sem Ramires o time perde velocidade, sem Terry falta liderança, o quebra-cabeças tão bem montado pelo técnico interino tem peças faltando.

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15 de maio de 2012

O Balotelli de General Severiano

Na Inglaterra o nome mais comentado é o do atacante do Manchester City, Mario Balotelli. O camisa 45 é polêmico: fuma, é baladeiro e abusa de sua imagem de louco. Entretanto o craque italiano joga muito, além de ter carisma. No Brasil temos uma situação semelhante. Jobson ficou afastado pelo uso de drogas quando estava se destacando no Botafogo e não consegue ficar longe de uma polêmica; o problema é que falta habilidade.

O atleta alvinegro já viveu tempos muito melhores, como em 2009 quando salvou seu clube do rebaixamento e estava a um pé do Cruzeiro. Era considerado uma grande revelação, porém caiu bruscamente de produção e hoje não passa de um atacante reserva que frequentemente é afastado.

O citizen é um mito. Carismático e bom de bola conquistou boa parte da torcida azul, contudo é bom sempre ficar com um pé atrás. Não é novidade ver o atacante fumando em festas, além de aparecer com várias mulheres, porém (ao contrário de Jobson) chega na partida de domingo e arrasa seus adversários.

Nenhum dos dois pode, com essas atitudes ser um ídolo, principalmente de torcidas jovens que estão com seu caráter em formação. Há também torcedores já crescidos que inspirados por péssimas atitudes destes jogadores podem fazer loucuras dentro e fora dos estádios.

Os dois jogadores são bem semelhantes. Tanto Balota quanto Job estão cada semana com uma novidade nada positiva. Eles se diferenciam no quesito mais importante em suas profissões, no futebol. Um é craque, o outro protótipo perdido. Balotelli (21 anos) ainda tem vários anos para se acertar, o botafoguense (24 anos) parece que já está no fim de carreira.

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13 de maio de 2012

Santástico

Neymar, Ganso, Arouca, Rafael e até Alan Kardec são nomes a serem batidos. O título de hoje provou que o Santos é o melhor time brasileiro da atualidade e o melhor do Peixe pós-Pelé. A arte com a bola nos pés, inclusive em finais, já garantem a atual equipe na frente dos Meninos da Vila de Robinho e Diego.

Neymar e Ganso são os nomes da atual geração do futebol brasileiro e a dupla que não era a mesma desde 2010 recuperou o entrosamento, o que ficou nítido nessa final contra o Guarani. Muricy Ramalho/Dorival Júnior e seus meninos conquistaram três Campeonatos Paulistas, uma Copa do Brasil e  fantástica Libertadores de 2011. Os números não mentem: O Peixe é o melhor time da atualidade.

Essa é a melhor temporada do camisa 11 que melhora todo ano. O Paulistão se curvou ao garoto que marcou duas vezes nessa decisão. Se ele faz isso com 20 anos, imagina com os 24 de Messi. 

Ganso é o maestro, condutor, que faz o jogo fluir. Alan Kardec foi o maior presenteado do camisa 10. Recebeu um um passe divino à la Gérson para marcar o quarto gol.

Rafael e Arouca também não ficam escondidos. O camisa 1 apesar do frango ainda é o melhor goleiro jovem do Brasil e não é a toa que está na convocação de Mano Menezes. O volante ainda não foi recompensado com seu convocação, mas isso é questão de tempo.

O futebol do Peixe é irracional. É conduzido na base da emoção. Se o moicano está inspirado, ninguém segura. Não importa se é final ou fase de grupo, se o Peixe resolve jogar ninguém segura. E vai ter muita bola nas redes; pode ser o 4 a 2 de hoje ou o 8 a 0 de quarta-feira.

Edu Dracena, Durval, Juan, Fucile, Adriano, Elano, Ibson, Henrique, Borges e outros, complementam a santástica equipe do praiana que não deve nada ao futebol europeu.

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11 de maio de 2012

União Cast #5

Novamente sem a presença de Joaquim Lo Prete gravamos a quinta edição do União Cast. Novamente com um participante especial; o blogueiro Rica Perrone. O cara é demais, fala o que pensa e trata o futebol como todos deveriam tratar, como uma diversão. Irreverente, brincalhão, mas sempre sério Rica gravou o podcast de boa com a gente. Confiram:



*O audio começa horrível, mas é só no começo.


*Ainda temos muito que melhorar. Principalmente na fala e participação, mas aguardem, é questão de tempo.

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8 de maio de 2012

Que decadência

Entre as décadas de 70 e 90 o São Paulo foi muito bem servido na defesa, com nomes como Oscar, Darío Pereyra, Ricardo Rocha e Ronaldão. Nos anos 00 o Tricolor também tinha seus xerifes. Breno, Lugano, Alex Silva, Miranda e André Dias conquistaram três Campeonatos Brasileiros, a Libertadores e o Mundial. Entretanto nos dias de hoje Rhodolfo, Paulo Miranda, Edson Silva, João Filipe e Luiz Eduardo são os defensores. Destes nomes o único que se salva é o 4; os outros já foram testados de várias formas, mas ainda não vestiram bem a camisa tricolor.

O Tricolor Paulista vive uma decrescente grande em zagueiros. Desde que André Dias deixou o clube (bem depois das saídas de Lugano e Breno) Miranda e Alex Silva sentiram o peso não ter reservas a altura e isso só foi piorando. Os dois foram vendidos e Rhodolfo se sentiu sozinho. Cada semana era um companheiro novo e na tentativa de arrumar o setor, a diretoria só estragou ainda mais.

Paulo Miranda e Edson Silva foram contratados. Dois jogadores limitadíssimos. O primeiro peca na hora de acompanhar velocistas como Neymar e tem medo de se impor; já Edson é mais qualificado, todavia é lento e em partidas contra Santos e Internacional, por exemplo, ficará no chinelo.

Apesar dos atuais zagueiros viveram momentos péssimos o clube segue sem sofrer muitos gols. Contra o Santos foi uma exceção.

Entre os vários nomes cotados fico com o de Réver. O zagueiro do Atlético Mineiro encaixa no elenco e resolve as necessidades da equipe de Leão. Bem alto, como Rhodolfo, auxiliará não só na defesa como também em lances ofensivos. O que era uma escola exemplar de zagueiros acabou sendo deixada para trás. Os grandes nomes produzidos (como o de Bruno Uvini) são praticamente descartados ou logo vendidos e o clube acaba tendo que apelar para contratações.

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7 de maio de 2012

O Cartola voltou!

O Cartola FC, fantasy game do Campeonato Brasileiro, está de volta! Até que enfim. O game me conquistou no ano passado e eu não via a hora de voltar a escalar as minhas equipes pensando no orçamento, quanto meus atletas pontuarão e se renderão.

O jogo voltou e para reforçar ainda mais a união de blogueiros (que realiza o União Cast) a liga União Cartoleira também está de volta. Recomendo a participação para podermos palpitar (aqui nos comentários) o nosso desempenho.

Além disso, Joaquim Lo Prete, um dos colaboradores do podcast, criou um blog que dará dicas sobre o Cartola. No Cartola FC Dicas estarão disponíveis, por exemplo, sugestões de atletas bons e baratos, que devem pontuar e destaques da rodada.

Não deixe de participar deste jogão. Ele incentiva o torcedor a acompanhar no Brasileirão não só os jogos de seu time de coração, mas também os clássicos e até as partidas entre clubes menores para conferir a atuação e pontuação de seus escalados.

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6 de maio de 2012

Mata-mata 4 X 1 Pontos Corridos

A goleada por 4 a 1 do Fluminense sobre o Botafogo não serviu apenas para mostrar que o Flu (quando quer) é superior ao Bota. Ela revelou também duas formas diferentes de preparação para um campeonato apresentando resultados evidentes.

O Botafogo, que estava invicto a 23 jogos, foi montado por Oswaldo de Oliveira para um campeonato longo de pontos corridos e demonstrou isso nas fases de grupos do Campeonato Carioca. Nos mata-matas não se mostrou tão eficiente e só chegou a esta final pelo fato de ter encarado o Bangu nas semi da Taça Rio.

Já o Fluminense preferiu um trabalho com alto nível de intensidade. A equipe de Abel é preparada para encarar mata-matas e jogos de emoção, como uma Libertadores ou no caso (o Cariocão). Eles se dedicaram fortemente na Taça Guanabara e deixou a naturalidade levar contra o Vasco. Quando disputavam a Taça Rio prefeririam focar-se na Liberta, a qual obtiveram exito.

Agora, contra em um confronto onde um teria que olhar nos olhos do outros com torcida e torcida de uma equipe versus a do outro  Flu se saiu muito melhor. O oportunismo e efetividade nos ataques é notório com Fred, Deco e Thiago Neves no comando. O Botafogo demonstra um futebol mais organizado, ditado por Renato e até os pontas Elkeson e Maicosuel que insistiram sempre nos ataques laterais.

Neste caso o Flu se saiu melhor, entretanto, com essas equipes nessa mesma fase, porém no Brasileirão, o Glorioso estaria degraus acima. Esse início de ano não diz nada sobre o que acontecerá no nacional. O Tricolor das Laranjeiros inclusive tem maior potencial para despontar. Seu emocional é mais controlado e a qualidade geral da equipe melhor. Regularidade apenas não basta, falta ao Botafogo ousadia e um time que tenha "goleabilidade" sobre os outros.

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A justiça tem que ser feita

Nos últimos dias o polêmico caso da Taça de Bolinhas voltou à tona. A justiça autorizou o uso da força pra tirar a taça dona de meses de discussão da sala de troféus do São Paulo. Nada mais justo, já que por desrespeito Juvenal Juvêncio manteve o que não é seu em um clube que não é seu. Chegando a esse ponto, além de não ser coerente, Juvenal pode manchar a história do Tricolor ao se rebaixar ao nível de não ter a capacidade de entregar a taça ao Flamengo.

Desde quando o caso foi reatado, para decidir quem foi o primeiro penta-campeão brasileiro, o Flamengo de 1992 ou o São Paulo de 2007, JJ ficou do lado do clube o qual preside, até então nada errado. Entretanto é bom lembrar que o presida, em 1987, assinou o acordo concordando que o torneio organizado pelo Clube dos 13 seria o Campeonato Brasileiro da época, ou seja, é uma grande hipocrisia se gabar de ter comandado o movimento em 87 e anos depois brigar pela anulação do título rubro-negro.

O Flamengo merece a taça e tenho certeza que não fará falta no grande acervo do Tricolor do Morumbi. O São Paulo de Juvenal tem que deixar de ser orgulhoso e voltar a ser único, um clube diferenciado que segue tudo nas ordens e faz disso o seu marketing. Um time correto e campeão.

Apesar de tudo de ruim que fez com a imagem do São Paulo, de ter colocado-o para baixo em questões judiciais e dar uma faceta arrogante ao clube, tenho que reconhecer que o presidente também acrescentou muito ao time. Ajudou-os importantes títulos de 2005, 06, 07 e 08 além dar uma projeção internacional à empresa tricolor.

Questão de ser o primeiro ou segundo penta é coisa do futebol, assim como vencer e perder, não obstante deve-se sempre honrar o uniforme que veste e fazer um trabalho correto e com a postura certa. JJ, devolva a taça, reconheça que errou, deixe de lado briguinhas entre clubes (se coloque como um presidente, seja superior) e honre o nome do SPFC.

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4 de maio de 2012

União Cast #4

Mantendo a frequência do podcast que une os blogs: Blog do Joca, Armando a Jogada, Nosso Futebol Clube e Futebol Planet a quarta edição está no ar. Sem Luís Armando e Joaquim Lo Prete, eu e o Felipe Ferreira gravamos uma edição especial do podcast, o qual conta com a participação do blogueiro/designer/colecionador e fanático por camisas, Antônio Bordallo.



Para saber mais dele acompanhe seu blog, o Esporte-à-Porter ou veja os posts de seu antigo blog, o Sport 2 Wear.
A capa a qual o Antônio se referia

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3 de maio de 2012

Resenha Canarinho #3

A Copa do Mundo de 2010 vem na mente dos brasileiros dois nomes, todos que marcaram negativamente a competição. Felipe Melo e Dunga falharam e foram crucificados pelos torcedores. A equipe era boa, entretanto perdemos para uma melhor, a vice-campeã, Holanda. Portanto não era necessário o alvoroço criado.

Não será sempre que o Brasil conquistará o Mundial e não é por isso que as equipes e o técnico são ruins. Se fosse isso, significaria que tivemos apenas 5 times grandiosos, esquecendo grandes seleções como o Brasil de 1966, 1974, 1982 e 1998.

Neste campeonato, o time de Kaká, Robinho e Luís Fabiano vestiram mais um uniforme da Nike, entretanto o primeiro com uma tecnologia ecológica. Feita com 8 garrafas PET recicladas o tecido da camisa é inovador. O design ficou simples, entretanto agradável e limpo. Na away a fornecedora americana inventou demais e adicionou pontinhos amarelos que até hoje não sei como os brasileiros não chiaram. Confira as ilustrações das camisas, calções e meiões usados em cada partida dessa Copa do Mundo:
A fase de grupos era desafiadora, uma vez que depois do Grupo A (formado por África do Sul, França, México e Uruguai) era considerado o mais difícil. Portugal, Costa do Marfim e a modesta Coréia do Norte eram os desafiantes. Contra os asiáticos a vitória apareceu por 2 a 1, um susto explicável devido à estréia. Com a Costa do Marfim nós vencemos e o empate veio diante dos europeus em um jogo pegado e de pouca emoção.

Jogo bonito foi só nas oitavas-de-final, quando a Seleção Brasileira encarou o Chile. Robinho, Fabuloso e Juan marcaram na vitória por 3 a 0, onde o time de Dunga dominou a partida. A favorita ao título Holanda era o próximo adversário. Infelizmente fomos derrotados por 2 a 1 de virada, com gols de Robinho com a camisa canarinho e Sneijder pela Laranja Mecânica.

Como o brasileiro procura sempre um culpado Felipe Melo foi o mais crucificado da equipe e provavelmente não voltará a vestir o manto brasileiro. Da mesma forma que fomos prejudicados ao xingar Roberto Carlos em 2006 e não ter sua presença em 2010, poderemos sentir falta de Felipe.

2010 não foi um bom ano. A Copa não foi nada do esperado, entretanto sempre vale a experiência. Gosto de reforçar que não fizemos um campeonato ruim. Acredito que qualquer resultado que não fosse o título seria alvo de reclamações. Seguindo esse pensamento primitivo apenas a Espanha foi bem e 31 seleções fracassaram e deveriam ter o técnico demitido.

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Tudo novamente

Em 2011 o São Paulo iniciou bem o ano com uma fase de pontos corridos excelente no Paulistão e uma equipe que prometia acabar com a seca de títulos no Morumbi. Na semi-final do estadual caíram para o Santos, apesar de jogarem melhor. A Copa do Brasil era a esperança, mas subestimaram o Avaí e ficaram para trás. Paulo César Carpegiani caiu. O time ficou abalado e acumulou mais um ano sem troféus. Isso lembra em algo o ano de 2012?

A equipe comandada por Carpegiani fez uma campanha muito semelhante ao que Leão vem fazendo neste ano. Se despediram no Paulistão para o Santos após ótima campanha e estão fazendo as malas para sair da Copa do Brasil. A falta de iniciativa do jogo de hoje contra a Ponte Preta decretou que o time montado com todo cuidado não está preparado para a dura e desgastante jornada do Brasileirão.

Apesar da incrível semelhança com o ano passado, a atual equipe tem algumas particularidades interessantes. O técnico Tricolor machão que nunca aceitou intrometimento em seu trabalho afinou diante da diretoria que botou o dedo no time. A zaga é lenta e está perdida; não será sempre que Dênis salvará, além de que em clássicos o ritmo será outro: serão Gansos e Felipes que ditarão o ritmo do jogo ao invés de Renatos Cajás.

Do meio pra frente a equipe demonstrou um bom futebol, todavia faltou constância, uma vez que perderam as forças no segundo tempo. Luís Fabiano é muito superior a Willian José e comprovou nas arrancadas e disposição de jogo, o que faltou em seu substituto no clássico contra o Santos. Ele é indispensável à equipe.

Além de regularidade entre um tempo e outro, Leão precisa ter seu time base para deste modo ter uma frequência de resultados. Depois de 5 meses de treinamento o treinador não escolheu seus titulares e hora joga com Paulo Miranda, Jádson e Fernandinho, hora opta por Edson Silva, Cícero e Casemiro. Até o time se perde e o entrosamento é prejudicado.

Infelizmente, depois de vários meses a equipe do Morumbi ainda não se acertou. Falta muito. Pode até ser que bata a Ponte jogando em casa e eu queime a minha língua, entretanto não será com essa equipe sem base onde nem o torcedor sabe quem xingar que conquistarão o Brasileirão. Tem time muito mais preparado por aí...

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