29 de novembro de 2012

O Tricolor: Na final!

O jogo de hoje foi o mais emocionante como torcedor são-paulino da minha vida. Não acompanhei intensamente os Brasileirões de 2006 e 2007; muito menos a Libertadores e o Mundial de 2005. Em 2008 até sofri, contudo nada foi como hoje.

Se eu sempre defendi a tese de que se o jogo terminou em 0 a 0 foi ruim, hoje retiro tudo o que disse. Um jogaço (talvez o melhor do Tricolor no ano), no qual a maioria dos ataques foi por meio de Osvaldo, Lucas, Jádson Denílson e Luís Fabiano.

Se no total me emocionei pela intensidade e eficiência com a qual o "Maior do Mundo" atacava, o final foi de apertar o coração. Os últimos dez minutos foram praticamente de exclusiva pressão chilena. Sofremos com bombardeios aéreos, mas nossos guerreiros de defesa impediram com que algo atingisse o nosso gol. Rafael Toloi, Wellington, Rhodolfo e Rogério Ceni, todo de parabéns.

As laterais foram verdadeiras avenidas. Cortês e Paulo Miranda aceleraram tanto quanto Lucas e Osvaldo e isso deu uma força total do clube. Todos os setores eficientes.

Emocionado, escrevo esse texto. Jamais sofri tanto com o Tricolor do que com esse jogo. Agora, Ney Franco e seus auxiliares devem focar na final para essa emoção não acabar por aqui.

#RumoAoTítulo

Como torcedor do São Paulo, senti necessidade de um espaço para comentar o que vivo como amante do clube paulista. Leitores e principalmente Tricolores, o que acharam desta ideia?

26 de novembro de 2012

Lá vem a Copa

Tatu Fênomeno e o Ronaldo Bola.
A bagunça e a desorganização na preparação da Copa do Mundo de 2014 não bastavam, agora o marketing também gera desconfiança em relação à realização do evento.. Mascote, bola e pôsteres já foram apresentados e apenas esses últimos se salvaram.

Primeiramente, de quem foi a ideia de colocar nome em bola de futebol? Nos meus tempos de criança não existia locutor mugindo o nome da bola (vide "Jabulaaaaani") muito menos nome comercial. Brazuca? Bossa Nova? Samba? Que nada, sou a favor de "Bola da Copa".

Em segundo lugar, nem Fuleco, nem Amijubi e nem Zuzeco lembram o Brasil. Um me lembra fuleiro, o outro um "zé-ninguém" e sobre o que sobrou nada me vem a cabeça. Se a ideia do marketing era retratar o país verde-amarelo, o resultado foi dos piores. João da Silva me lembra mais o nosso país do que qualquer um desses nomes.

Os posteres ficaram legais. São Paulo, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Porto Alegre, Fortaleza, Cuiabá, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte foram bem representados seja mostrando a fauna, a flora, a diversidade cultural ou simplesmente construções da cidade.

Espero que em 2014 não vejamos Mr Catra e Léo do Parangolé abrindo a Copa, Neymar com mais um penteado bizarro e vários brasileiros idolatrando Rooneys, Iniestas e principalmente Messis. Esses detalhes podem parecer problemas pequenos, contudo são a ponta do iceberg que apontam o naufrágio da realização de uma Copa dos Sonhos.

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19 de novembro de 2012

Vale a pena migrar para o futebol francês?


Há alguns anos a questão do momento era se valia apena jogar no mundo árabe. Com o tempo vimos que não. Hoje, uma polêmica parecida existe e com a notícia da venda de Paulinho ao PSG, propagada por jornais italianos, ela se reacendeu: vale a pena migrar para o futebol francês, mais especificamente para o Paris Saint-Germain?

Na cidade da Torre Eiffel se tem uma boa qualidade de vida. Lá receberão um bom salário e poderão ter uma boa qualidade de vida, o que muitas vezes um atleta mediano não consegue ter no Brasil. Obviamente esse não é o caso de Paulinho e Lucas, mas esses também terão suas vantagens. Estão mais próximos do centro do futebol. A pouco quilômetros, podem se destacar e aparecerem para clubes maiores, ou quem sabe podem levar o próprio PSG à glória (assim como Aguero, David Silva, Tévez e companhia fizeram com o Manchester City).

Apesar de haverem várias vantagens, jogar em um continente mais frio e distante de casa também tem suas desvantagens. No Velho Continente não terão o apoio familiar e nem a facilidade de falar o português, que por sinal é bem distinto do francês. Lá também não estarão em um campeonato muito competitivo, fazendo-os ter as vitórias e títulos pouco valorizadas.

Analisando esses pontos creio que não são em todos os casos que uma ida à França para vestir a camisa azul-marinho do PSG. No caso de Lucas e Paulinho pode ser uma boa, já que receberão bem e serão nomes de destaque. Já com nomes de menos expressão não vejo um lado tão bom. Terão trabalho na adaptação e não serão bem recompensados. Nesses casos, vale mais apenas mesmo é jogar no Brasil.

11 de novembro de 2012

Vai, Peixe!

Não, não virei torcedor do Santos para iniciar um post com esse título. Mas sim peço uma ação do clube praiano em relação as propostas que tem recebido no mercado e por incrível que pareça, não falo sobre o Neymar. Dessa vez, o referido é Felipe Anderson.

O jovem meia assumiu a camisa dez em definitivo com a saída de Paulo Henrique Ganso, entretanto jamais mostrou futebol para isso. É uma promessa de bom jogador, nada além e provavelmente não se tornará um craque. A ideia de jogar na Europa ficava apenas no videogame; até chegar essa semana, quando o Milan fez uma proposta absurda de troca ao Santos: sai Felipe Anderson e chega Robinho!

Caso a transferência se concretize quase todos terão motivos para comemorar. Quase todos. O Santos terá seu grande ídolo de volta e poderá se reerguer ao reeditar a parceria entre Neymar, Robinho e André. O atleta santista transformará seus sonhos de FIFA em realidade. Rob pulará do barco antes dele afundar e o  pobre Milan sairá perdendo ao contratar um atleta mediano achando ser uma grande revelação. Levará gato por lebre e se afundará ainda mais na crise pós-venda de Ibrahimovic e Thiago Silva.

Vai, Peixe! Feche esse negócio logo, contrate um jogador de qualidade e acabe com a Neymardependência. Felipe Anderson não é útil. Aproveite-se da inocência do clube italiano ao achar que o menino é craque e da mágica que fez seu empresário para trocar uma pedra no sapato por um novo calçado confortável.

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