28 de abril de 2013

Em busca do título

Santos, Mogi Mirim, Corinthians e São Paulo bateram seus adversários; uns mais difíceis outros mais fáceis; alguns jogaram melhor, outros pior, mas o que interessa nesta fase, que chegamos, tão decisiva é que todos estão em busca do título.


O Santos, mesmo jogando melhor, eliminou o Palmeiras com uma certa dificuldade; a definição só saiu nos pênaltis. Seu adversário, Mogi Mirim, decidiu sua classificação de forma bem diferente: goleou o Botafogo por meros 6 a 0. Mesmo com a diferença de dificuldade das partidas esse confronto da semifinal será um embate e tanto, devido ao time mais fraco ter goleado e ao mais forte ter passado por pouco. O Peixe segue como favorito, mas o Mogi passa a não ser uma carta fora do baralho.

O outro confronto das semi é bem mais complicado. O São Paulo venceu o Penapolense por apenas 1 a 0, com ótima atuação de Osvaldo, alguns bons passes de Ganso e vários milagres de Rogério Ceni; e agora pega o Corinthians, que não se intimidou pela zebra que a Ponte Preta se tornaria e despachou a Macaca com uma goleada por 4 a 0. Esse resultado também é uma incógnita, afinal, o líder passou no aperto, enquanto o Corinthians (quinto colocado) passou com facilidade por um rival mais complicado. O palpite (um mero palpite) fica para o Timão, que deve se "aproveitar" do azar tricolor nos últimos anos nas semi do Paulistão e do retrospecto do último clássico para ir à final.


São Paulo versus Corinthians e Santos contra Mogi Mirim: duas incógnitas. Será que o São Paulo quebrará o tabu das semi, a qual não avança desde 2007, ou verá o Corinthians tentar mais uma vez o título? O Santos chegará mais próximo do tetra do Paulistão ou o Mogi Mirim será a surpresa do ano chegando à final? Todas essas perguntas serão respondidas no fim de semana que vem.

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#VermelhoACorDaRaça

Enquanto o São Paulo decidia contra o Penapolense o seu futuro no Paulistão eu além de analisar o jogo, examinava a camisa especial feita pela Penalty, fornecedora do Tricolor Paulista, para a inauguração do Morumbi totalmente vermelho: das cadeiras as redes com destaque, obviamente, para a camisa.


Definitivamente o uniforme ficou inovador. Todos esperavam uma camisa vermelha com detalhes em branco e preto, contudo o time de Paulo Henrique Ganso, Jádson e Osvaldo entrou em campo com uma camisa totalmente vermelha. Escudo, patrocinadores, gola e faixas: todas vermelhas, porém em tons diferentes.

A camisa do goleiro-artilheiro, Rogério Ceni, não poderia ser da mesma cor, portanto, fizeram com o mesmo formato, todavia em branco.

Vou admitir que esperava bem mais para estas camisas, entretanto para esta data a ideia ficou bem legal. Como hoje era o "dia do vermelho" a Penalty fez uma camisa completamente vermelha; com um vermelho vivo e vários tons, o que deu um ar imponente ao manto tricolor. Sinceramente, preferi a camisa do Rogério Ceni, mas pelo simbolismo a dos jogadores ficou bem legal.

Pode até ser que com alguns detalhes em branco ou preto a camisa ficasse mais bonita, mas assim a frase (e hashtag) #VermelhoACorDaRaça talvez não fosse tão bem representada.


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Os meus 23

Por Diogo Magri (@DiogoMagri) - Comentários Futebol Clube

Pelos resultados, Felipão não começou bem seu trabalho. Desde quando assumiu, no fim do ano passado, enfrentou Inglaterra, Itália, Rússia, Bolívia e Chile. Perdeu dos ingleses, ganhou da minúscula Bolívia e empatou o resto - contra o Chile, em casa. E, se dá para piorar, em 20 dias nosso treinador convoca os 23 que irão para a Copa das Confederações, em junho. Não, não temos mais nenhum amistoso antes.


Aliás, dá para botar a culpa num treinador que teve 3 amistosos decentes para convocar uma seleção pronta?

O assunto fica para outra oportunidade. O que eu resolvi fazer neste post é  "botar no papel" uma conversa comum sempre quando o assunto é a seleção. Quem você convocaria, hoje, para esse evento teste da Copa do Mundo, se fosse o Scolari? Pois bem, escolhi 23 nomes, justifiquei e fiz meu time titular. Confira:

Goleiros: Julio Cesar (QPR), Diego Alves (Valencia) e Cavalieri (Fluminense)
Um com muito talento e uma liderança absurda, um que é o melhor goleiro brasileiro na Europa e outro que é o melhor jogando no Brasil. Meu titular? Júlio.

Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Thiago Silva (PSG), Dante (Bayern) e Réver (Atlético/MG)
A dupla titular dispensa comentários. Dante vive um momento incrível no campeão alemão, enquanto Réver é o melhor da posição no Brasil.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Jean (Fluminense), Marcelo (Real Madrid) e Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Marcelo é o melhor do mundo na sua posição. Pensando em muitos reservas, achei o Filipe como o melhor. Não sou fã do Daniel, mas não tem outro melhor. Quanto ao Jean, o convocaria pelos excelentes últimos amistosos que fez, atuando como lateral. Também é muito útil, podendo jogar em várias posições no meio-campo. 

Volantes: Lucas Leiva (Liverpool), Hernanes (Lazio), Paulinho (Corinthians) e Ramires (Chelsea)
A minha principal dúvida em toda a convocação foi entre Lucas e Fernando, do Grêmio. Mas, para ser camisa 5 da Seleção Brasileira, tem que ter alguma experiência. Por isso, acho o Leiva ideal para essa posição. Ao lado dele, escalaria o Hernanes - é claro, sempre considerando a possibilidade de Ramires ou Paulinho começarem jogando. Jean, convocado como lateral, também pode ser primeiro volante.

Meias: Kaká (Real Madrid), Philippe Coutinho (Liverpool), Lucas (PSG) e Oscar (Chelsea)
Kaká? Sim, Kaká. Não está jogando (literalmente) no Real, mas eu confio muito nele. É mais novo que o Ronaldinho e convenceu muito mais que ele quando chamado por Felipão e até por Mano Menezes, ano passado. A outra novidade é o Coutinho. Quem acompanha a Premier League está vendo as atuações do brasileiro pelo Liverpool. Em cerca de 10 jogos, ele mostrou um futebol de um nível muito maior que o Oscar no Chelsea, por exemplo. Sim, o Chelsea tem mais estrelas que os Reds e o Oscar tem mais dificuldades do que o Philippe para se destacar, mas este vem sendo fundamental na ascensão do Liverpool desde janeiro e vem tendo ótimas apresentações - um exemplo só foi dado nesse sábado, quando ele comandou sua equipe na vitória por 6-0 contra o Newcastle, fora de casa. Merece, sem dúvidas, uma vaga.
Como titulares, ia de Kaká (meu camisa 10) e Lucas.

Atacantes: Neymar (Santos), Pato (Corinthians), Fred (Fluminense), Hulk (Zenit)
Não tem muito o que discutir. Em forma, meu ataque é Neymar e Pato.

E então, concordam? Não? O que você trocaria, o que faria de diferente? Comente!


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24 de abril de 2013

A vez é dos alemães

Já faz um tempo que futebol de qualidade é sinônimo de Espanha, que venceu a Copa do Mundo de 2010 e as Eurocopas de 2008 e 2012. Possuíam os melhores times e o futebol mais vistoso, todavia, em um piscar de olhos, os alemães se apossaram dessa fama. Primeiro o Bayern de Munique destruiu o Barcelona, aplicando um 4 a 0 na Allianz Arena; e hoje o Borussia Dortmund surpreendeu ainda mais ao derrotar o Real Madrid por 4 a 1. E agora, de quem é a vez no mundo da bola?



A vitória de hoje dos alemães já era prevista por mim, mas como citei no título a vaga possivelmente ficaria em aberto. Falha minha. O Borussia chegou na surdina como apenas aposta da Champions League e junto à sua poderosa torcida aplicou sonoros quatro gols no time do segundo melhor jogador do mundo.

Diferente do Bayern, o Borussia está longe de receber o mérito de melhor clube da Europa, mas o seu destaque é notável e deve ser recompensado com milhares de elogios. Sendo assim, meus comentários não são nem um pouco exagerados. Os borussianos vivem um momento mágico e com essa constante qualidade, eles podem ser os novos gigantes da Europa.


Que Lewandowski foi o nome do jogo não há dúvidas. O centro-avante polaco marcou quatro (!) gols nesta partida, contudo não o fez sozinho. Götze (Judas para os aurinegros), Kuba, Reus, Gündogan, dentre outros, também tiveram seus méritos e como um grupo levam o Borussia do status de aposta para a final da competição mais importante do Velho Continente.

Um time unido que surgiu junto a um ótimo técnico grita que está chegando. O ápice está próximo, já que a final já é uma realidade. Empurrado por uma torcida que comparece ao estádio e apoia em massa, o time de Dortmund ganhou força. A força foi tanta que gigantes foram derrubados uns após os outros. Líder na fase de grupos da UCL o BvB mostrou que não está para brincadeira, goleou o Real Madrid (tirando suas chances de classificação) e mostrou que a vez no futebol é dos alemães.

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23 de abril de 2013

Em aberto

Se em Munique a partida foi um encontro da maior força da Espanha contra a maior força da Alemanha, a outra partida das semifinais da Champions League envolveram as duas segundas potências desses dois países, mas nem por isso ficará para segundo plano. Uma partida envolvente, sem grandes favoritos, entre Borussia Dortmund e Real Madrid será o início da decisão do outro finalista da maior competição da Europa, nesta quarta-feira, em Dortmund, no Westfalenstadion.

O Real Madrid contará o artilheiro da UCL (com 11 gols) e segundo melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo; não obstante não terá em campo nem o melhor lateral-esquerdo do planeta e nem o melhor goleiro. Marcelo sofreu uma lesão e será substituído por Fabio Coentrão; já Casillas foi barrado por José Mourinho e ficará no banco pra Diego López jogar.

Do lado amarelo do confronto não existem desfalques, porém há uma consideração importante a ser feita. A informação de que Mario Götze foi vendido ao rival Bayern de Munique vazou em um momento inoportuno e já pregado como Judas, o menino-de-ouro não deve escutar aplausos como está acostumado, em seu lugar, ouvirá vaias e gritos de “traidor” bem sonoros.

O Real Madrid, obviamente, é um clube de maior expressão que o Borussia Dortmund, contudo os dois vão fazer um jogo equilibradíssimo, já que os alemães são a grande revelação do campeonato. A força dentro de casa (graças à maior média de público do mundo – 80 mil pessoas) com certeza será o talismã do Borussia nesta partida, já que sua joia em campo, Mario Götze, não terá apoio dos adeptos. Considerando as informações citadas acredito em uma vitória por um pequeno placar a favor do time comandado por Jürgen Klopp deixando a classificação em aberto e com decisão em Madrid.


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Temos um novo rei

O Barcelona manteve a hegemonia do futebol europeu por um período que durou de 2008 à 2012. Com a saída de Pep Guardiola o clube caiu de rendimento e tudo indicava para o início de uma Nova Ordem Mundial do futebol. O sucessor do clube catalão era até então uma incógnita, mas hoje tem nome: Bayern de Munique, que assim como seu antecessor forma a base da seleção nacional de seu país (cinco jogadores no time titular - seis, agora, com Götze).


O futebol bonito que os levou à última final de Champions League já era um indicativo que o clube tinha muito a mostrar. O título da Bundesliga e a classificação para a semifinal facilidade deixaram os bávaros a um passo de serem os melhores do Velho Continente (e consequentemente do mundo).

Hoje, o time de Jupp Heynckes pode ser coroado como o novo comandante da Europa. A ostensiva vitória por 4 a 0 sobre o Barcelona, que tirou as chances dos espanhóis de avançarem para a final, confirmou que o Bayern é sim o melhor time da Europa.

Tudo bem que ainda temos o Real Madrid, considerado por muito tempo a segunda maior força da Europa. Entretanto a equipe comandada por José Mourinho não vive um bom momento e não é mais a favorita a nenhum título. Há grandes chances de se enfrentarem na final medindo forças e disputando a coroa, mas se isso acontecer, prevejo mais um massacre vermelho.

Diferente do Barcelona que conquistou o mundo, o Bayern não depende de um jogador; como os espanhóis mostraram ser. Sem Messi, ou sem ele 100%, o jogo não flui da mesma forma e sua classificação chegou a ser ameaçada. Robben, Müller, Ribéry, Neuer e companhia são interligados: na Alemanha é um por todos e todos por um.

No jogo separador de águas no Velho Continente só um clube mandou. Com entrosamento abriu o placar aos 24 do primeiro tempo com jogada entre Dante e Müller. O segundo tempo foi um festa: aos três, Mario Gomez marcou; aos 26, Robben e aos 34, Müller fechando o 4 a 0. O Bayern foi perfeito, uma vez que Dante e Boateng fecharam a defesa (além de participarem do ataque), Alaba e Lahm fizeram magnificamente a transição para o ataque. Javi Martínez fez o trabalho sujo, evitando ataques catalães enquanto Schweinsteiger saia pro jogo. Robben e Ribéry eram soberanos pelos flancos, já Müller orquestrava o time pelo meio. Mario Gomez, sozinho no ataque, foi o verdadeiro centro-avante ao fazer o papel de pivô (depois executado por Müller) e buscar as redes.

Pode ser que o título concedido por mim seja precoce e eu queime a língua, mas acredito que não. É um resultado jamais visto nesta fase da competição e justamente sobre o clube mais temido do mundo. Fizeram de um jogo digno de final, um amistoso. Transformaram o melhor jogador do mundo em protagonista e todos juntos e interligados ensinaram o mundo a jogar futebol.


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22 de abril de 2013

Digno de final

O momento mais clamado na maior competição da Europa está prestes a chegar, visto que apenas as semifinais separam a Champions League de sua decisão no dia 25 de maio, no estádio Wembley. O destino foi generoso e permitiu que o atual campeão da Bundesliga enfrente o provável campeão da La Liga: um grande embate entre Bayern e Barcelona marca uma das chaves da semifinal.


Esses são efetivamente os maiores clubes da Europa. Enquanto os bávaros chegaram duas vezes à final da competição recentemente (2009-10 e 2011-12), sendo derrotado nas duas; os catalães foram campeões em duas oportunidades (2008-09 e 2010-11).

Promete-se um jogo disputado, como não poderia deixar de ser um encontro de gigantes. O time de Tito Vilanova colocará em prova o seu jogo de posse de bola, entretanto pode cair nas redes da equipe comandada por Jupp Heynckes. O clube com a maior média de posse de bola da competição (68%) baterá de frente com o que possui a segunda melhor (57%) e um goleiro que quase não é assustado, devido à grande eficiente de sua defesa. Deste modo, espera-se um domínio de bola do Barça (com foco pelo meio), porém maior eficiência alemã, que deve se aproveitar de chutes de longa distancia e da velocidade pelas laterais em seus momentos.


Os títulos recentes do Barcelona podem até intimidar, mas os Bayern é mais promissor nesta partida devido à mais recente final e a facilidade comn que chegou até essa fase (bateu o Arsenal e atropelou a Juventus, enquanto o Barcelona teve dificuldades em bater o Milan e o PSG).

Se o sorteio não permitiu que essas equipes se enfrentassem na final, eles farão um grande embate na semi, mas com qualidade digna da grande decisão.


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21 de abril de 2013

Acabou!

Até agora foram dezenove rodadas de pura enrolação e enfim chegou o mata-mata do Campeonato Paulista. Enquanto o Cariocão preza pela emoção dos diversos jogos eliminatórios, parece que Paulistão valoriza mais a monotonia, já que os gigantes jogam clássicos que pouco valem e quando classificados ainda tem que encarar umas quartas-de-final.

Enfim o tédio acabou e São Paulo, Mogi Mirim, Santos, Ponte Preta, Corinthians, Palmeiras, Botafogo e Penapolense, respectivamente, se classificaram e se enfrentarão em empates de apenas um jogo (exceto na final). Novamente os quatro grandes se classificaram, todavia é bom destacar que caso apenas os quatro primeiros se classificassem (como já foi), Palmeiras e Corinthians estariam fora do mata-mata.


Dos quatro jogos apenas um dará uma real emoção aos torcedores: o clássico entre Palmeiras e Santos. O Peixe não vive seu melhor momento, mas mesmo assim é favorito diante do Palmeiras, que apesar de estar nas oitavas-de-final da Libertadores tem um elenco aquém do nome da instituição Palmeiras. Neymar é o fator desequilibrante e se o Verdão não der o foco necessário a competição, devido à Liberta, pode acabar sendo massacrado.

Em segundo lugar temos um outro jogo interessante, o Corinthians e Ponte Preta. A notoriedade da partida deve-se à Macaca ter perdido apenas uma vez na competição (para o Palmeiras) e ter conseguido vencer o Santos e o próprio Timão, além de empatar com o São Paulo. Ainda assim, o Corinthians é o favorito, visto que possuí um elenco de ouro, todavia o time da Ponte não é de se descartar e pode novamente pregar uma peça na equipe de Tite.


O São Paulo por ter sido o líder da fase classificatória enfrentará a pior equipe, teoricamente: o Penapolense. Jádson, Osvaldo, Luís Fabiano e Rogério Ceni tem tudo para passarem, facilmente, pelo time interiorano, afinal foram regulares o campeonato inteiro e só tiraram o pé quando a liderança já era certa. Entretanto, assim como o Palmeiras pode deixar a competição em segundo plano, para não desperdiçar a tão difícil classificação sobre o Atlético Mineiro, na Libertadores.

O jogo restante é entre Botafogo e Mogi Mirim, que sem querer desprezar os clubes interioranos - mas já desprezando - é o menos interessante. Nenhum dos dois é candidato ao título e provavelmente quem vencer esse duelo será eliminado pelo vencedor de Palmeiras e Santos.

O desinteressante Paulistão está próximo de ter sua primeira final enquanto o Cariocão se aproxima de sua segunda e quem sabe de sua terceira. Falta emoção nessa campeonato. Chegamos a um ponto tão deprimente que classificamos como interessante um momento em que se tem oito clube, sendo que apenas quatro deles disputam o título e dois desses sem enfrentam logo na primeira partida. Abaixo o monotonismo.

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10 de abril de 2013

Barcelona 1 X 1 PSG

"Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade". Foi com essa frase que Neil Armstrong demonstrou a importante de sua chegada à lua. É essa mesma frase que caracteriza perfeitamente o momento vivido pelo Paris Saint-Germain no início de noite desta quarta-feira. A dura eliminação significa pouco para os jogadores do PSG - afinal jogaram um futebol do nível do Barcelona - entretanto é um grande passo para a consagração do clube parisiense como um gigante europeu.


Enquanto há quem queira eternizar o empate por 1 a 1 entre Barcelona e PSG pela importância de Messi, que começou no banco devido a uma lesão e mudou a cara do jogo quando pisou no gramado do Camp Nou, eu prefiro deixar marcada a qualidade do time francês.

Considerado como zebra, caso avançasse, o time comandado por Carlo Ancelotti jogou um futebol que não deve nada ao demonstrado pelo time de Tito Vilanova. Fora de casa começaram acuados, contudo o experiente Ibrahimovic mostrou que não havia o que temer e levou Lavezzi, Pastore e Lucas para o ataque. O primeiro tempo foi pau-a-pau. O Barça tinha mais posse e dominava o jogo, entretanto o PSG foi mais efetivo e chegou perigosamente Lavezzi e Lucas (duas vezes), enquanto a equipe blaugrana só assustou com Xavi (de falta).

A segunda metade foi ainda mais pegada, principalmente pelo fato do time da capital francesa ter aberto o placar logo no início. O sueco Ibrahimovic realizou mais uma assistência na Champions League (sua sétima) e deixou Pastore de frente para o gol, que bateu e contou com a ajuda do desviou de Daniel Alves para marcar.

Com a calma que iniciaram o jogo, o Paris Saint-Germain poderia conquistar a vitória fora de casa e a inesperada classificação. Seria um passo gigantesco para um time que a poucos anos não era nem uma segunda força do futebol francês. Entretanto preferiram partir pra cima e eram por várias vezes surpreendidos com chegadas de Iniesta e Daniel Alves. Faltando 30 minutos para o fim da partida entrou o rapaz que poderia mudar (e mudou) o placar. Ele não esperou nem 10 minutos e ao passar por três deixou para Villa que rolou para uma bomba de Pedro, que empatou - o que garantia a classificação da equipe catalã.

Se com o placar zerado já era difícil bater de frente com o Barcelona, imagina com ele em 1 a 1. Beckham chegou a entrar, mas nada passava pela defesa composta neste momento por Jordi Alba, Piqué, Bartra, Adriano e Song. O empate decretou a eliminação do PSG, mas não a vontade do clube presidido por bilionários árabes de voltar no ano que vem a disputar as quartas-de-final da UCL.

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1 de abril de 2013

Foi pênalti?

A discussão que ronda as mesas de bares Brasil afora é: Rogério Ceni realmente cometeu pênalti em Alexandre Pato? A dividida entre os dois atletas foi completamente duvidosa, visto que enquanto o goleiro se preparava para expulsar a bola de sua área, o atacante vinha com tudo para tentar marcar o gol. Sendo assim, ninguém teve culpa, afinal estavam fazendo o que o futebol manda: fazer, ou evitar que sejam feitos gols.

O lance se inicia quando Rafael Toloi, próximo a área do São Paulo pede a bola para chutá-la para frente e acabar com a pressão corintiana em seu campo de ataque. O zagueiro tricolor poderia simplesmente levantar a cabeça e mandar uma porrada para frente, entretanto, devido ao excesso de confiança em Rogério Ceni, tocou pelo alto e sem olhar para o goleiro-artilheiro. O camisa 01 impossibilitado de realizar qualquer outra coisa decide fazer o que Toloi deveria ter feito, mas quando mal esperava apareceu Pato para dar um toquinho e gerar a polêmica da semana ao ser chutado involuntariamente pelo pé já em movimento do arqueiro tricolor.

Ninguém foi imprudente no lance, como há quem defenda que Rogério poderia não ter chutado ou o camisa 7 tenha realizado lance perigoso. Sou contra às duas versões, já que o movimento do chute já era feito, ou seja, o goleiro estava impossibilitado de interrompê-lo, e o atacante corintiano não solou a perna do adversário e sim deu um biquinho para tentar ficar cara-a-cara com o gol livre. Então de quem é a culpa? Foi falta de Rogério Ceni ou de Alexandre Pato?

A falta não foi de ninguém. Dois atletas em movimentos permitidos pelo futebol acidentalmente se colideram; culpa de quem? Do contato físico tão comum, legal e presente no futebol. Por mim, segue o jogo e o lance terminaria apenas em tiro de meta, quase como ocorreu em disputa parecida entre Rafael Toloi e Emerson Sheik no ano passado, em que a bola seguiu rolando normalmente.

Obs¹: Se o lance tivesse sido realmente pênalti o juiz deveria ter expulsado Ceni, pois Pato estava em um lance claro de gol, uma vez que nada estaria entre e o goleiro após a realização do "drible".

Obs²: Completamente desnecessária a comemoração de Pato mandando a torcida tricolor se calar. Entendo que está em fase de adaptação e precisa conquistar os corintianos, entretanto qualquer gesto em campo pode incitar a violência que é tão evidente nos estádios.

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