26 de maio de 2013

Quando é a hora de fazer as malas?

O Santos e o Brasil se despediram hoje do maior craque brasileiro dos últimos anos, o menino ousado e alegre; Neymar. Um empate por 0 a 0 com o Flamengo foi o último jogo do camisa onze que reforçará o Barcelona e infelizmente desfalcará o futebol brasileiro, assim como possivelmente farão Paulinho, Bernard e Fernando. O craque santista saiu no momento certo, já consagrado e buscando novos objetivos em sua carreira, mas afinal, quando é o momento certo para deixar o Brasil?


Neymar foi pontual, depois de já vencer a Libertadores, ganhar um hors-concours da Bola de Prata da revista “PLACAR” e ser inclusive aplaudido pela torcida adversária, o herdeiro de Pelé deixará o Santos para respirar os novos ares de Barcelona. Bernard e Paulinho ainda não chegaram a esse ponto, mas já são jogadores importantíssimos para seus clubes.

O primeiro tem uma proposta do Borussia Dortmund e, depois da Libertadores, seria um ótimo momento sair, visto que reforçaria um clube em ascensão e poderia crescer assim como Lucas está se desenvolvendo no PSG. O segundo já é um ídolo incontestável do Corinthians e tem boas propostas para brilhar na Europa. Deixar o solo brasileiro não seria um mal negócio, uma vez que poderia brigar para ser o melhor do mundo em sua posição e se firmar ainda mais na Seleção Brasileira.

Já Fernando ainda não chegou na hora de deixar o Grêmio. É um excelente volante, contudo ainda não tem futebol para ser titular nas melhores equipes do mundo. Seu destino provavelmente seria um clube mediano da Europa (apesar de falarem que o Real Madrid o cobiça), o que o faria cair no esquecimento.

O momento ideal para sair do Brasil é quando o jogador já está consagrado (Neymar), é ídolo (Paulinho) ou então, em casos mais extremos, é uma grande promessa (Lucas* e Bernard) e quer bater novas metas. A condição futebolística de seu novo clube deverá ser melhor do que a que está, ou seja, deve ir para um clube gigante ou em crescimento (como PSG e Borussia Dortmund) para ser titular e assim seguir em evidencia no mundo da bola. A carreira de um atleta deve ser bem traçada, pois uma escolha errada ou precipitada pode fazê-lo desaparecer nas furadas do mercado árabe e do futebol do leste-europeu.

*Este já era ídolo quando deixou o São Paulo.

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Um fim de semana movimentado

Este sábado teve tudo para não ser apenas um dia de fim de semana, mas um grande dia para o futebol. Dois grandes clássicos marcaram esse dia 25, um alemão e outro espanhol.


O derby germânico foi literal, uma grande partida dentro das quatro linhas, que teve um valor adicional: a briga pelo título da UEFA Champions League. Bayern de Munique e Borussia Dortmund se digladiaram em Wembley e o clube bávaro saiu campeão com gols de Mandzukic e Robben a favor e Gundogan contra. Já o espanhol não foi marcado por um rolar de bola, mas sim pelo grande investimento de milhões de euros. Barcelona e Real Madrid investiram pesado para seduzir Neymar à vestir a camisa de um dos clubes. Os blaugranos venceram e com essa contratação e outras que estão por vir quer retomar o posto de melhor do mundo roubado pelo Bayern neste ano.

Em Londres a final foi belíssima, o jogo marcou a nova hegemonia da Alemanha, bem representada por Bayern e Borussia, que jogam com uma troca de passes envolvendo, uma boa conclusão de jogadas e a garra pela vitória. Jupp Heynckes se aposentou da melhor forma: por cima, com o título da UCL e deixando o atual campeão alemão no topo do futebol mundial.


Esses méritos não se restringem apenas à Alemanha e ao Bayern; Neymar está próximo de terminar sua escalada rumo ao cume do futebol. Jogando o fino da bola, o atacante foi contratado pelo Barcelona e agora tem tudo para figurar entre os três melhores jogadores do mundo, em no máximo dois anos. Sempre fui contra a essa saída do craque do Brasil, uma vez que ele fortalecia a esporte jogado em terras tupiniquins. Entretanto ele fez de tudo em solo brasileiro e estagnou; faltava objetivos, o que não acontecerá mais com a camisa blaugrana, visto que disputará a grande UEFA Champions League ao lado do melhor do mundo, Messi, e dos maestros, Xavi e Iniesta, além de poder despontar para os olhos de um novo público em um campeonato fraco, porém midiático, como é o espanhol.

O futebol mundial está em constante mudança. O Barcelona se manteve em uma hegemonia por no mínimo três anos e a perdeu para o Bayern (que joga um futebol simultaneamente técnico e ousado) ao término desta temporada, porém o time de Tito Vilanova já esboça uma revira-volta, tudo isso devido a contratação da maior promessa dos últimos anos, o menino-craque, Neymar.

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16 de maio de 2013

E ninguém riu por último em São Paulo

Há duas semanas o São Paulo era eliminado pelo Atlético Mineiro; palmeirenses e corintianos se deliciavam com essa derrota. Ontem, o Palmeiras perdeu para o Tijuana e também não pôde avançar na Libertadores e hoje foi o dia do Corinthians pular fora , expulso pelo Boca em pleno Pacaembu. Essa é uma das várias de situações curiosas do futebol: em um dia torcedores riem da eliminação dos rivais e no outro estão sentados no mesmo banco da amargura da eliminação.



O primeiro tempo foi marcado pelas falhas da arbitragem, que tentou controlar o jogo com cartões amarelos. Foi um pênalti não marcado, que ainda resultaria na expulsão do lateral, Marín, do Boca, e um impedimento mal marcado no gol legítimo de Romarinho. Os xeneizes não se importaram com as falhas de Carlos Amarillas e seus auxiliares e o maestro e dono da camisa 10, Riquelme, lançou um inesperado petardo e marcou um golaço acertando o ângulo, mesmo com Cássio bem posicionado (diferente do que muitos falam não vejo falha no goleiro, afinal era um chute despretensioso - que depois foi confirmado pelo próprio argentino como uma intenção de cruzamento).

Nesse contexto, o Corinthians saiu loucamente para o ataque com Emerson (pela esquerda) e Danilo (pelo centro) para tentar reverter a desvantagem imposta pelo grupo de arbitragem, contudo não foi eficaz. O Boca que não tinha nada a ver aproveitava os contra-ataques com passes certeiros de Riquelme, que deixava seus companheiros em ótimas condições.

Com essa baixa no primeiro tempo o Timão precisava marcar três gols para passar as quartas de final. A situação era complicada, portanto, um gol logo no início da segunda etapa se fazia necessário. E assim foi, Paulinho recebeu um cruzamento sob medida de Sheik (que agora jogava pela direita, devido a entrada de Pato) e de cabeça empatou o jogo e reascendeu a chama da esperança corintiana. Junto à Emerson, o camisa oito foi o melhor corintiano em campo, que ainda quase marcou em uma peitada aos 14 minutos.

Paulinho estava inspirado depois de seu gol e logo após a peitada participou do lance do segundo gol corintiano. Todavia, também foi anulado, mas corretamente, visto que o volante cometeu falta no goleiro Orión.


O jogo passava e mesmo com um alto volume de jogo corintiano faltava um gol para inflamar a partida e aumentar as chances de classificação. Esse gol quase veio dos pés de Pato, mas na hora de ser o pato artilheiro ele se passou por uma marreco ruim de bola e se embolou com as próprias pernas depois de limpar o lance do goleiro. A partir dai a torcida começou a ir embora e para ser sincero: não perderam nada.

O Corinthians evidentemente foi prejudicado pela arbitragem, uma vez que não teve um pênalti marcado a seu favor (e a expulsão de Marín, do Boca) e teve um gol mal anulado, porém ficou preso a isso e viu o Boca ser muito mais incisivo em seus passes e finalizações.

Em São Paulo ninguém riu por último, os três representantes dos estado foram eliminados; um após o outro. Agora, restam aos clubes se focarem nas competições que lhes restaram para não permitirem uma derrocada do futebol paulista.

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15 de maio de 2013

As novas camisas de Flamengo, Corinthians, Olympique de Marselha, Bayern de Munique, Juventus e PSG

A camisa de futebol é mais do que apenas uma vestimenta, é também uma das maiores formas de ligação entre o torcedor e clube; cara quem gosta de futebol é uma segunda pele. A camisa já tem uma simbologia forte e fica ainda melhor se for bonita, por isso, os torcedores aguardam de dedos cruzados pelos lançamentos do uniformes de seus times. Flamengo e Corinthians estão prestes a lançar novas camisas, assim como Paris Saint-Germain; o Olympique de Marselha, o Bayern de Munique e a Juventus já lançaram as suas, confira:

Flamengo
A nova fornecedora do clube, a Adidas, está criando expectativas aos poucos nos torcedores rubro-negros. Na semana passada dois detalhes já haviam sido divulgados e hoje mais dois foram expostos, entre eles, um da manga da camisa que será vermelha com as três faixas da Adidas em preto. Pelos cortes e costuras deste uniforme o manto flamenguista deve seguir o mesmo modelo da camisa tricolor do Fluminense (também patrocinado pela Adidas).


Corinthians
Há algumas semanas o alvinegro paulista anunciou seus novos uniformes home (I) e away (II), porém ainda falta um dos modelos mais adorados pelo "maloqueiros": a terceira camisa. Como era dito e foi comprovado pelas fotos vazadas, ela será azul com detalhes em branco e preto. Os detalhes especiais ficam para a homenagem à equipe corintiana que representou a Seleção Brasileira em um jogo contra o Arsenal-ING no dia 16 de novembro de 1986, além disso, há de destacar que o verso da gola e do punho será preto com finas listras brancas.


Olympique de Marselha (1)
A França costura ser o laboratório de experimento da Adidas, principalmente o Lyon e o OM. Na semana passada foi lançada uma terceira camisa do OL, que brilha no escuro em homenagem ao apelido da cidade de Lyon: "Cidade das Luzes". OOlympique também teve seu uniforme especial; uma third (III) com tecidos, cortes e costuras que aparentam ser jeans. Bem criativo!

Bayern de Munique (2)
O atual campeão da Bundesliga já possui uma camisa home (que permaneceu por duas temporadas) lindíssima, que misturava o vermelho com dourado. Por mim poderia continuar sendo ela, mas o novo lançamento da Adidas não fica para trás. O novo manto bávaro é vermelho e branco e possui na parte da frente uma marca d'água em homenagem à bandeira da Bavária.

Paris Saint-Germain (3)
Desses uniformes divulgados esse é o único que ainda não há provas de ser original. Assim como o do Corinthians, esses do PSG são de fotos vazadas, porém com pior qualidade e um detalhe que cria uma grande dúvida: se o clube de Paris mudou de escudo por que nessa camisa ainda aparece o emblema antigo? É uma questão estranha, que pode indicar que essa camisa não é original (o que espero que aconteça!).

Juventus (4)
A campeã da Serie A da Itália, a Juve, manteve a tradicionalidade em sua home recém-lançada. Com a gola  branca, punho com branco e preto característico do clube e listras na medida certa a Nike ganhou um ponto em minha consideração. Além dessa camisa La Vecchia Signora está para lançar sua away, a qual deve misturar amarelo com azul (muito interessante!).


O que achou destes lançamentos? E da revelação da nova third do Corinthians e dos possíveis uniformes novos do PSG? Seja participativo e comente com a sua opinião.

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14 de maio de 2013

Os 23 (de Felipão) para a Copa das Confederações

O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, anunciou em hotel no Rio de Janeiro quais serão os 23 jogadores que disputarão a Copa das Confederações pelo Brasil. Observa-se uma leve divergência entre a minha convocação e a de Felipão. A maioria destas trocas são razoáveis, como a substituição de Adriano por Filipe Luis ou então a escolha de Diego Cavalieri para o lugar de Diego Alves, assim como a troca do constante Leandro Damião pelo iluminado do momento, Jô, todavia há certas discordâncias que acredito serem falhas do técnico da equipe canarinho.

Ao optar por Luiz Gustavo ao invés de Ramires o técnico da Seleção pode ter cometido uma grande falha, visto que trocou a velocidade pela contenção, configurando assim a nossa equipe como um time que segurará mais o jogo e partirá menos para cima.

Outra falha é perceptível ao escolher chamar o volante (que está mais para meia) Hernanes à optar pela experiência de Ronaldinho Gaúcho, que vive uma brilhante fase (mesmo que apenas com a camisa do Atlético Mineiro) . O 10 do clube mineiro já disputou duas Copas do Mundo, o que pode pesar em momentos de decisão, além de ser um ótimo nome para cadenciar o jogo e ser mais eficiente na armação de jogas.

O mais curioso nesse fenômeno é que a exclusão destes dois atletas da convocação final foi devido a "indisciplina". Os dois se atrasaram em suas apresentações à Seleção, mesmo quando se tratava do encontro nas cidades onde vivem (aconteceu com Ramires em Londres e Ronaldinho em Belo Horizonte). No momento em que vivemos não há espaço para esses cortes (ainda mais por motivos de baixa infração), já que precisamos de força total vencer a Copa das Confederações para chegarmos confiantes na Copa do Mundo.


Apesar destes deslizes não se pode negar que Felipão sabe o que faz. Ele venceu a Copa do Mundo de 2002 com um elenco comum e provou que o futebol não é feito apenas de nomes. No ano da conquista do mundo ele formou mais do que um conjunto de jogador, criou o espírito da vitória em cada um dos atletas que vestiriam a camisa amarela e configurou uma equipe, um grupo.

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13 de maio de 2013

Os 23 para a Copa das Confederações

Felipão terá uma dura tarefa às 11h de amanhã: convocar os vinte e três jogadores da Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações. As opções são diversas e divergem opiniões, sendo assim, me passei por Scolari e nomeei meus vinte e três homens de confiança:


Time titular: Julio Cesar; Marcelo, Réver, Thiago Silva e Daniel Alves; David Luiz, Ramires, Neymar, Oscar e Lucas; Fred.

Reservas: Diego Alves, Jéfferson, Adriano, Dante, Jean, Fernando, Paulinho, Bernard, Osvaldo, Ronaldinho Gaúcho, Jádson e Jô.

E a sua convocação, como seria? Comente com sua escalação titular ou se preferir convoque a Seleção completa.

Foi um post curto, uma vez que minha intenção era apenas demonstrar quem seria meus convocados. Amanhã, após a convocação de Felipão, comentei os nomeados pelo treinador e comparei os vinte e três jogadores dele com os meus, ai sim, dando motivo para os nomes escolhidos.

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Homenagem aos campeões (2)

Aos poucos os campeonatos estaduais vão acabando; na semana passada foram quatro equipes que soltaram o grito de "é campeão". Já nesta, dois estados conheceram seus campeões: Paraná e Pernambuco.


No Paraná o campeonato é dividido em dois turnos, ambos com  12 clubes. O  vencedor de um turno enfrenta o campeão do outro e assim formam a final do Campeonato Paranaense. Neste ano houve clássico: o famoso Atletiba (Atlético-PR X Coritiba). O primeiro jogo, na Vila Capanema, terminou empatado por 2 a 2, o que deu uma certa vantagem ao Coxa, que jogaria a partida de volta em casa. Neste domingo, no Couto Pereira, a vantagem acarretou em título, já que o alviverde paranaense venceu de virada (um alívio para o goleiro Vanderlei, que frangou como um principiante e deixou o Furacão abrir o placar), com dois gols do ídolo Alex e um do angolano Geraldo, e levou para casa a sua quarta taça consecutiva do Paranaense.

Saindo do sul do país e indo rumo ao nordeste do Brasil encontra-se outro estadual que teve seu fim neste domingo. Em Pernambuco os três favoritos ao título - Náutico, Santa Cruz e Sport - chegaram à semifinal acompanhados do pequeno Ypiranga, o que tornava as chances de clássico na final bem grandes. E assim se fez; Sport e Santa Cruz chegaram à grande decisão e fizeram dois jogos emocionantes. O Santa, mesmo vivendo uma baixa a alguns anos, foi empurrado por sua imensa torcida e pôde vencer as duas partidas, o primeiro jogo no Arruda e o segundo na Ilha do Retiro, se sagrando tricampeão consecutivo em Pernambuco.


Há também outros estaduais, que ainda não acabaram, mas seus campeões são bem prováveis. Prefiro considerar que os campeonatos ainda estão em aberto e aguardar as grandes decisões do próximo fim de semana, afinal o futebol surpreende mais a cada dia.

Parabéns por suas grandes conquistas, Coritiba e Santa Cruz!

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12 de maio de 2013

Só deu Corinthians

Muricy Ramalho não é mais o mesmo técnico que venceu três Campeonatos Brasileiros consecutivos pelo São Paulo e uma Libertadores, dois Campeonatos Paulistas e uma Recopa Sul-Americana pelo Santos. O Peixe, treinado por Muricy, não tem jogado nada e tem sido castigado frequentemente pela frase tão profetizada por seu treinador: "A bola pune". Hoje não foi diferente, no Pacaembu, o Corinthians venceu a primeira partida da final do Paulistão por 2 a 1.


No primeiro tempo não se ouviu falar de Edu Dracena, Cícero, Miralles e nem Neymar; o único nome repetitivamente citado foi o do goleiro Rafael, que cresceu diante dos atletas corintianos, que tiveram muitas vezes seus nomes narrados, e salvou o alvinegro praiano algumas vezes. Com quatro volantes em campo (método característico, porém ultrapassado, de Muricy) o Peixe não conseguia atacar e sofreu pressão de Danilo, Ralf, Guerrero e principalmente Paulinho que marcou o primeiro gol corintiano no fim da primeira etapa, além de acertar a trave de Rafael, e mostrou a força do Corinthians neste ano.

Muricy a ideia de um time ultra-defensivo e sacou Marcos Assunção e Miralles para por Felipe Anderson e André respectivamente. Com uma mudança de postura tática o time até melhorou, todavia a única coisa que conseguiram foi sofrer outro gol; desta vez com Paulo André que encheu o pé depois de uma mal afastada de bola pela defesa santista e provou que o Timão é o favorito ao título. Sete minutos depois (ao 36) o Peixe conseguiu diminuir; esse gol reflete a má fase do Peixe, o qual não marcou com Neymar, Cícero ou André, mas com o contestadíssimo zagueiro Durval, que desviou de cabeça uma cobrança de falta de Felipe Anderson.

Não é de se desprezar o futebol apresentado pelo Santos no segundo tempo, porém passou longe do que o alvinegro da capital jogou na primeira metade da partida. Cícero, Neymar e Rafael foram os destaques positivos, entretanto passaram longe do que jogou Paulinho, o melhor atleta em campo.

A fase santista é péssima e o inédito tetra consecutivo do Paulistão está distante. Para conquistar o título o time precisa vencer: por um gol de diferença o jogo vai para os pênaltis, por dois ou mais levanta o caneco direto. Pensando assim, um 1 a 0 não aparenta ser tão difícil, contudo se for levar em conta a bola jogada pelo time Muricy neste domingo, um 1 a 0, neste favorito Corinthians, parece uma goleada.

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9 de maio de 2013

Massacre

Imagine que exista um time brasileiro que jamais venceu a Libertadores, com uma das maiores revelações brasileiras e um maestro de nível internacional, que enfrenta um tricampeão da competição e mesmo assim consegue massacrá-lo. E se esse hipotético time for o Atlético Mineiro que até anos atrás era mais cotado para rebaixamento do que para qualquer coisa?


O Galo mineiro não tomou conhecimento do São Paulo, que foi visitá-lo no estádio Independência, e criou um massacre da serra elétrica no Jason, que prometia renascer em Belo Horizonte; o resultado: 4 a 1 (agregado de 6 a 2). Ronaldinho foi mais que um jogador; foi mágico e com toda a sua qualidade e experiência comandou o alvinegro que avançou para cima da meta de Rogério Ceni com velocidade pelas pontas com Bernard e Diego Tardelli e eficiência com o centro-avante Jô.

O jogo passou longe de ser disputado. No primeiro tempo o time de Cuca só não abriu ao menos três gols de diferença por milagres. Rafael Toloi salvou uma bola quase em cima da linha e Rogério deu sorte ao ver Jô finalizar em cima dele, Tardelli escorar de cabeça para fora e Ronaldinho cobrar um falta no travessão logo no início da partida. 1 a 0 foi a parcial ao fim da primeira etapa; gol mais do que merecido do guerreiro Jô, o qual exerceu eficientemente o papel de artilheiro.


No segundo tempo tudo o que dava mais ou menos certo com o São Paulo na primeira metade (como as chances com Douglas, Ganso e Luís Fabiano) sumiu. O Rogério Ceni que salvou (mesmo que no susto) no início, foi lamentável e sofreu três gols defensáveis. Primeiro Jô marcou mais um, acertando um chute entre as pernas do camisa 01; depois Toloi, que havia salvo seu time, entregou de bandeja para Tardelli se antecipar à Rogério e encobri-lo; e para encerrar Ronaldinho maestrou e deu um passe para o terceiro gol do camisa sete atleticano.

Quem diria anos atrás que o Atlético Mineiro seria esse time todo citado no início do texto? Quem diria que o Galo mineiro seria o favorito ao título da Libertadores, o quem sabe se classificaria para a Libertadores? O imprevisível aconteceu, como é de praxe no esporte; afinal: O futebol é uma caixinha de surpresas.

*Um partidaço (obviamente para o clube mineiro), que infelizmente terminou mal para o Atlético, que teve Rosinei expulso de forma covarde ao dar um soco em Carleto. Agora é aguardar a punição; qualquer coisa menor que quatro jogos de suspensão será pouco, devido aos critérios da Conmebol adotados com Luís Fabiano e Vanderlei Luxemburgo.

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6 de maio de 2013

Homenagem aos campeões

Neste fim de semana quatro estados brasileiros conheceram seus campeões estaduais, o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. Destes quatro, dois tiveram suas finais definitivas, ou seja, naquele dia sairia um campeão; porém nos outros dois, o que estava em disputa era o título do segundo turno, porém como o campeão foi o mesmo do primeiro turno a taça já teve seu destino encaminhado.


No Mato Grosso do Sul o Cene se consagrou campeão depois de golear por 4 a 0 o vice, Naviraiense (aquele mesmo que tomou de dez do Santos em 2010). É importante destacar que o campeão sul-mato-grossense só sofreu um gol na fase do mata-mata: no primeiro jogo da final, o qual terminou com vitória do Cene por 2 a 1.

No vizinho, que não é do Sul quem levantou a taça foi o Cuiabá, também em uma decisão final de campeonato. Entretanto o título não veio com goleada como o do Cene; o time do Mato Grosso suou para bater o Mixto. Após ser derrotado por 1 a 0 no primeiro jogo e reverter o placar (vitória por 2 a 1) no segundo jogo a partida foi para os pênaltis, já que o campo da final era neutro. Melhor para o Cuiabá que venceu por 3 a 2.

O Internacional representou seu estado não só a camisa que homenageia a bandeira do Rio Grande do Sul, mas sendo campeão estadual com uma estupenda campanha ao passar por tudo e todos. Seu rival Grêmio estava focado na Libertadores, sendo assim, o Colorado usou todas as suas forças para se conquistar seu 42º título do campeonato. No primeiro turno (a Taça Piratini) eliminou o Grêmio, o Esportivo e na final enfiou um 5 a 0 sobre o São Luiz. Já na segunda etapa do campeonato (a Taça Farroupilha) as vitórias vieram sobre o Lajadense, o Veranópolis e o Juventude. Campeão dos dois turnos e tricampeão gaúcho consecutivo.


O mais popular estadual do Brasil, o do Rio de Janeiro, também conheceu seu campeão: o Botafogo, que em todo o campeonato (os dois turnos, a Taça Guanabara e a Taça Rio) foi derrotado apenas uma vez e sofreu apenas 10 gols. O título foi importante e recolocou o clube da estrela solitária entre os maiores deste imenso país. Seedorf mostrou a importância de um título desses com um choro sincero de quem já venceu Champions League e Mundial.

Parabéns, Cene, Cuiabá, Inter e Botafogo!

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5 de maio de 2013

O que acontece com o São Paulo?

O São Paulo possui um excelente plantel, com reserva que seriam facilmente titulares em outros clubes e um time titular, que possui dois jogadores de Seleção Brasileira (Osvaldo e Jádson), além de Paulo Henrique Ganso, Rogério Ceni e Luís Fabiano. Apesar disso tudo, quem enfrentará o Santos na final do Paulistão será o Corinthians e quem provavelmente alcançará as quartas-de-final será o Atlético Mineiro. Por que?


Como o volante do São Paulo, Denílson, afirmou ao final da partida, ninguém sabe o que aconteceu. O Tricolor tem um time dedicado, entrosado, de bem com o técnico e que estava "no céu" depois de conquistar a concorrida vaga de classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. Entretanto, hoje, parece voltar ao inferno de semanas atrás, quando estava praticamente eliminado da competição mais importante das Américas e não seria exagero dizer que o time de Ney Franco está entrando em uma crise.

As lesões tem atrapalhado demais a equipe do Morumbi, que nos últimos dois jogos teve três jogadores lesionados: Aloísio e Rhodolfo na quinta e Osvaldo hoje. As expulsões também têm sido grandes problemas: Lúcio levou o vermelho contra o Atlético, enquanto Luís Fabiano já estava suspenso a um bom tempo.


Jádson e Ganso estão se entrosando, Luís Fabiano mostrou hoje um futebol digno de matador; Toloi foi um xerife na defesa, enquanto o resto do time exercia sua função bem. Não falharam, mas mesmo assim foram punidos pelo comodismo, assim como foi na quinta-feira.

"A bola pune", como dizia Muricy Ramalho e está punindo o Tricolor, que mesmo com um ótimo elenco e um bom futebol vem perdendo as partidas devido a enorme número de desfalques e principalmente à folga com que tem encarado resultados perigosos.

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3 de maio de 2013

Pintando de Amarelo #001

A fase do mata-mata da Taça Libertadores chegou e todos os seis clubes brasileiros (Atlético Mineiro, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e São Paulo) avançaram. Com um confronto de brasileiros, uma reedição de final e outras partidas emocionantes os jogos de ida se encerraram e impuseram metas as clubes que buscam se classificar às quartas-de-final da competição mais importante das Américas.


Partindo deste ponto tive a ideia de criar uma coluna neste blog, a Pintando de Amarelo,  para analisar o desempenho dos representantes do Brasil na Liberta. Com breves comentários analisarei as partidas destes clubes jogo após a jogo. A primeira leva de partidas já se foi hoje, sendo assim, gostaria que os leitores avaliassem essa idealização nos comentários, que pouco a pouco ela se moldará ao gosto de quem acompanha este blog.

Atlético Mineiro
O Galo mineiro foi polivalente neste primeiro jogo; no Morumbi, compareceram e se aproveitaram da expulsão de Lúcio e da precoce lesão de Aloísio. Mesmo saindo atrás correram bem atrás do placar e arrancaram uma virada por 2 a 1, com gols de Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli.

Corinthians
Jogando na lotada Bombonera, o Timão fez uma partida abaixo do que costuma demonstrar, mas mesmo assim disputou a vitória com o Boca Juniors. Os argentinos marcaram duas vezes, mas apenas o gol de Blandi valeu, já que no outro lance havia impedimento. A derrota não é boa, todavia é um placar completamente reversível para a fiel torcida corintiana.

Fluminense
O Fluminense não sentiu efetivamente a altitude de Guayaquil contra o Emelec, porém saiu do Equador com uma derrota por 2 a 1. Leandro Euzébio marcou contra, o Flu empatou com um golaço de Wagner e no final da partida os equatorianos marcaram de pênalti. Perder nunca é bom, mas para se classificar o time de Abel Braga necessita de uma simples vitória por 1 a 0 no Rio de Janeiro.

Grêmio
Em sua bela arena, o Grêmio suou para bater o até então invicto Santa Fé. Comandados por Elano, o tricolor gaúcho marcou com Vargas (o seu primeiro na Arena Grêmio), teve Cris expulso, sofreu um de pênalti e nos minutos finais marcou com Fernando. O volante acertou um petardo de fora da área e do jeito mais sofrido possível venceu a partida, bom resultado, já que o jogo de volta será fora de casa e na altitude.

Palmeiras
Apesar de um 0 a 0 contra o Tijuana parecer um resultado ruim, o placar alcançado pelo Palmeiras é excelente, visto que jogaram fora de casa. Além disso, tiveram que bater a dificuldade da grama sintética do Estádio Caliente. Agora, o Verdão precisa apenas de uma vitória simples em casa para avançar às quartas.


São Paulo
O São Paulo começou bem, vencendo o Atlético Mineiro baseado na raça com um gol de Jádson, mas de virada foi derrotado por 2 a 1 dentro de casa. Um péssimo resultado, já que assim terá que brigar para vencer o Galo no Estádio Independência por placares maiores como 2 a 0 e 3 a 2. Lúcio foi um grande responsável por essa derrota, visto que foi expulso e comprometeu o bom futebol apresentado pelo tricolor nos primeiros 35 minutos.

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1 de maio de 2013

Sem tirar o pé do acelerador

A remontada do Barcelona sobre o Bayern de Munique nesta quarta-feira era completamente improvável; uma nova goleada bávara também. Pois é, o improvável as vezes acontece.


Jupp Heynckes colocou seu time para jogar como se já não houvessem goleado os catalães no primeiro jogo. No Camp Nou a partida parecia decisiva para o Bayern, que foi para cima e no primeiro tempo apesar de não dar um show, foi muito superior ao Barça. O time vermelho jogou como a saudosa equipe de Guardiola em 2010; jogando com calma e trocando passes precisos. O simples foi feito na primeira etapa e assim as chances de uma virada no placar geral se tornou quase nula.

Sabendo que as chances de se classificarem eram muito pequenas, Tito Vilanova preferiu não por Messi, que ainda não está em sua melhor forma física, em jogo. Se foi uma falha eu não, mas Alaba, Lahm, Robbe, Ribéry e Muller se aproveitaram do desfalque blaugrano e ao invés de tirarem ainda mais o pé do acelerador, aceleraram com toda força.

Logo com 4 minutos, no segundo tempo, Robben invadiu a área e como de praxe limpo para a esquerda, para com um chute certeiro abrir o placar. A eliminação era certa e para poupar seus craques Tito tirou Xavi para a entrada de Alexis Sanchez, que poderia até dar um maior poder ofensivo ao Barcelona. Nada disso, quem ganhou forças foram os alemães. Alaba conseguiu chegar a linha de fundo e bateu cruzado; quem marcaria seria Mandzukic, mas Piqué entrou no lance e jogou a bola para dentro das próprias redes. O final já era conhecido: uma inédita final alemã; e pelo mesmo motivo já citado, saiu Iniesta e entrou Thiago. Nada de mudanças e mais um gol do time bávaro: Ribéry ganhou na velocidade e cruzou, Thomas Muller subiu mais que todos e comprovou a soberania do mais novo melhor clube do mundo.


Essa vontade de jogo é inédita para mim, um louco por futebol tão novo. Mesmo com uma vantagem imensa e uma classificação para a final praticamente assegurada, Heynckes mostrou que não precisa de conselhos de Pep Guardiola. Seu time jogou um futebol calmo, conciso e direto e aplicou mais uma goleada, porém agora em território adversário.

Não é todo dia que se vê o Borussia Dortmund bater o Real Madrid por um placar agregado de 4 a 3, nem o Barcelona ser derrotada para o Bayern por um 7 a 0; imagine então clubes alemães venceram os espanhóis por um conjunto de 11 a 3! A Alemanha estão fazendo história com a primeira final de Champions League entre dois clubes deste país. Dia 25 de maio vem aí e veremos um dos maiores embates da história no místico estádio Wembley: Bayern de Munique X Borussia Dortmund.

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