3 de março de 2012

O incrível Hulk

1970, o ano que o Brasil tinha sua melhor time, com Tostão, Gérson, Pelé, Rivellino, todos atacantes e meias ao mesmo tempo. 2012, Mano tenta reviver esse sistema, insiste em vários atacantes (Neymar, Damião e Hulk) juntos com dois armadores na equipe (Hernanes e Ganso/Ronaldinho), mas infelizmente o resultado é muito pior (e põe muito nisso).

A insistência não tem levado à perfeição, mas as substituições sim. Pudemos perceber, contra a Bósnia, que a entrada de Ganso e Hulk mudou o destino do jogo, o futebol lento e pouco efetivo mudou para um jogo entrosado e de força de vontade. O portista é o nome certo para o setor direito do ataque, bom jogador, forte, raçudo e canhoto, o que faltava para completar o ataque canarinho.

No Porto o camisa 12 é o craque, e olha que já foi melhor. A Seleção chegou tarde para ele, ou ele chegou tarde par a Seleção. Em 2010 vivia o seu auge: marcava e passava para Falcao García marcar, todavia a famosa briga no túnel do Estádio da Luz o deixou fora da Copa do Mundo e do conhecimento dos brasileiros.

Em 2011 voltou a ter chances e no final do ano pôde mostrar que é incrível, o incrível o Hulk. Forte assim como indica seu apelido ajudou a Seleção em partidas bobas, mas que valeram para sua permanência na lista de Mano. 2012 começou e ele teve outra oportunidade: na primeira partida já ficou marcado pela força de vontade e o "gol" no último minuto.

A boa fase não vai só na Seleção, em Portugal o monstro verde também faz sucesso e inclusive abre portas e janelas para todos acompanharem a Liga Sagres. Nesta sexta-feira marcou um dos gols da vitória sobre o Benfica, um gol importante e lindo que deu ao Dragão a liderança da liga.

A equipe está se completando, tarde, porém a renovação do time acontece. Neymar tem vaga cativa e  Ganso seguirá o mesmo rumo se continuar essa boa parceria demonstrada no amistoso de terça-feira. Hulk conquistou seguidores e podemos dizer que o ataque está formado. Damião continuará apoiado e uma hora desencantará novamente. Temos que ter esperança, afinal faltam 2 anos e não fazemos nem ideia de quem serão os titulares em 2014! Quem sabe o fator "casa" não ajuda?

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