8 de maio de 2012

Que decadência

Entre as décadas de 70 e 90 o São Paulo foi muito bem servido na defesa, com nomes como Oscar, Darío Pereyra, Ricardo Rocha e Ronaldão. Nos anos 00 o Tricolor também tinha seus xerifes. Breno, Lugano, Alex Silva, Miranda e André Dias conquistaram três Campeonatos Brasileiros, a Libertadores e o Mundial. Entretanto nos dias de hoje Rhodolfo, Paulo Miranda, Edson Silva, João Filipe e Luiz Eduardo são os defensores. Destes nomes o único que se salva é o 4; os outros já foram testados de várias formas, mas ainda não vestiram bem a camisa tricolor.

O Tricolor Paulista vive uma decrescente grande em zagueiros. Desde que André Dias deixou o clube (bem depois das saídas de Lugano e Breno) Miranda e Alex Silva sentiram o peso não ter reservas a altura e isso só foi piorando. Os dois foram vendidos e Rhodolfo se sentiu sozinho. Cada semana era um companheiro novo e na tentativa de arrumar o setor, a diretoria só estragou ainda mais.

Paulo Miranda e Edson Silva foram contratados. Dois jogadores limitadíssimos. O primeiro peca na hora de acompanhar velocistas como Neymar e tem medo de se impor; já Edson é mais qualificado, todavia é lento e em partidas contra Santos e Internacional, por exemplo, ficará no chinelo.

Apesar dos atuais zagueiros viveram momentos péssimos o clube segue sem sofrer muitos gols. Contra o Santos foi uma exceção.

Entre os vários nomes cotados fico com o de Réver. O zagueiro do Atlético Mineiro encaixa no elenco e resolve as necessidades da equipe de Leão. Bem alto, como Rhodolfo, auxiliará não só na defesa como também em lances ofensivos. O que era uma escola exemplar de zagueiros acabou sendo deixada para trás. Os grandes nomes produzidos (como o de Bruno Uvini) são praticamente descartados ou logo vendidos e o clube acaba tendo que apelar para contratações.

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