25 de agosto de 2012

Neymardependência


O Santos está viciado. Sua droga lhe faz bem enquanto a tem em mãos; lhe acalma e lhe dá prazer. Quando sem ela é um desespero; parece que o mundo está acabando e só há desespero e tristeza. É uma droga famosa, popular não só no Brasil como no mundo inteiro. Famosa porém rara, quase única. Essa droga tem nome, ela é craque, ela é Neymar. E será que esse vício faz bem ao alvinegro praiano?

Até dias atrás o vício santista não era saciado. Ela explorava a Inglaterra deixando outros apaixonados e a cobiçando. Voltou a andar (ou melhor, correr e driblar) em solos brasileiros e deixou novamente todos loucos.

Viciado e dependente dela, hoje, o Santos bateu no Palmeiras. Não bateu muito, mas o diferencial do/da número 11 foi o que decidiu a partida.

Os verdes foram melhores. Corrêa abriu o placar com um golaço de fora da água. Um gol lindo, indefensável, mas que nem se compara ao entorpecente Neymar. Ela foi tão eficaz que afetou até o próprio time; o deixou sonolento, um dos efeitos dos entorpecentes segundo o "Michaelis". Só ele apareceu. Se o meia palmeirense fez bonito, Neymar fez mais. No momento em que o estádio só tinha olhos para ele, ele caprichou. De falta, marcou, deixando o goleiro Bruno incapaz de fazer qualquer coisa: 1 a 1.

O jogo seguiu a amarrado, preso ao mesmo nome já citado tantas vezes. Outros até tentaram brilhar, como foi o caso de Barcos e Betinho que quase marcaram em duas boas oportunidades, contudo o clássico só foi decidido pelo craque. O parceiro de André e David Braz marcou com um chute leve no cantinho - indefensável - e lá foi comemorar com seus amigos.

O placar apontou ao fim da partida o 2 a 1 para os alvinegros, que só venceram devido ao vício. São completamente dependentes, o que é um risco. Até sobrevivem por um tempo caso não tenham a droga em mãos, não obstante chegará um momento em que ela partirá para o exterior, onde vive-se melhor, e neste momento pode ocorrer o falecimento de uma equipe aparentemente consistente. Portanto, devem procurar uma saída (e logo) seja se reabilitando ou então procurando o vício em outro jogador. Afinal, é assim que funciona o futebol; alguns tem várias drogas, outros sobrevivem com uma exclusivamente.

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2 comentários:

  1. santos so ganhar com neymar em campo sem ele e ma merdaa

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  2. Vimos que mesmo com Neymar, agora contra o Bahia, ninguém resolve sozinho. Partilho a seguinte sensação: Muricy "estraga" os times que comanda, os faz jogar feio, ou, em outras palavras, deixa de tirar do elenco o potencial que ele tem.

    De maneira que esta Neymardependencia tem muito do dedo do treinador.

    SAudações!!!

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