24 de julho de 2013

As finais de Libertadores, envolvendo brasileiros, mais emocionantes

Falam por aí que a campanha do Atlético Mineiro nessa Libertadores é muito semelhante ao desempenho corintiano no ano passado. Dois times virgens das Américas que chegaram à final, esse o ponto em comum, porque o perrengue enfrentado pelo Galo está sendo muito maior que o do Corinthians.


Os atleticanos surpreenderam o São Paulo nas oitavas de final vencendo as duas partidas, o que mostrava todo o potencial do time de Cuca. Entretanto nada foi fácil para essa equipe chegar a esse ponto; eliminaram o Tijuana e o Newells Old Boys com muita dificuldade. Agora, na grande decisão, saíram perdendo por 2 a 0 no Paraguai. Ronaldinho, Jô, Bernard, Tardelli, Victor e companhia têm o cenário perfeito para fazer do jogo de hoje, no Mineirão, a final mais emocionante da história das Libertadores.

Para o momento de apreensão, enquanto aguardamos o momento do apito inicial do jogo mais importante da história do Atlético, vamos recordar algumas emocionantes finais da Libertadores envolvendo clubes brasileiros.

Santos X Boca Juniors – 1963
A Libertadores de 1963 foi do Santos, pois era para ser do Santos. O fantástico time de Pelé, Coutinho e Pepe levantou de forma invicta, a taça. Mais de 100.000 pessoal viram no Maracanã o Santos abrir uma fácil vantagem de 3 a 0 sobre os argentinos com apenas 28 minutos de jogo. Mas tudo mudou quando aos 43 do primeiro tempo San Filippo diminuiu o placar e aos 44 do segundo tornou a diferença que era de três para apenas um gol. A pressão foi muito grande, mas a defesa santista composta por Gilmar, Mauro, Calvet e Dalmo deu conta do recado e garantiu a vitória. Na Bombonera, o mesmo San Filippo abriu o placar no final do primeiro tempo, mas os craques do time, Pelé e Coutinho, na segunda etapa viraram o jogo e conquistaram a segunda Libertadores do Peixe.

Palmeiras X Deportivo Cali – 1999
Essa final ficará na memória dos palmeirenses para sempre; não por ser a primeira (e até hoje, única) conquista da Libertadores, mas pela dificuldade e raça com que foi conseguida. No primeiro jogo, em Cali, os alviverdes sofreram ao serem derrotados por 1 a 0. Toda essa tristeza se transformou em motivação para no simbólico Palestra Itália reverter a situação. E assim foi. Evair e Oséas fizeram para o Verdão, que ainda sofreu um de Zapata. Com o 2 a 2 acumulado, o jogo foi para a tensa disputa de pênaltis. Zinho abriu mal perdendo o primeiro pênalti palmeirense, mas Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério e Euller converteram os seus enquanto apensa três atletas colombianos marcaram. E assim, o Palmeiras soube, como sempre, mostrar que de fato é campeão.

Fluminense X LDU – 2008
O Fluminense fez uma campanha fantástica passando por São Paulo e Boca Juniors, os favoritos ao título daquele ano. Enquanto isso, a LDU ia surpreendendo adversário após adversário com a falta de oxigênio da alta Quito.

No primeiro jogo da final, a imprevisibilidade equatoriana venceu e por 4 a 2, um placar dificílimo de ser convertido. Tudo ficou ainda mais difícil quando o Flu saiu atrás na partida no Maracanã. Entretanto, Thiago Neves foi o salvador e marcou três gols fazendo a partida ser decidida nos pênaltis. Se o craque fez a diferença no jogo, nos pênaltis a história foi outra. Os ídolos do clube brasileiro Conca, Thiago Neves e Washington perderam suas cobranças, catimbados pelo goleiro Cevallos; só o capixaba (!) Cícero marcou em sua oportunidade. Do outro lado, os pseudocraques Urrutia, Guerrón e Salas marcaram os seus (Campos perdeu) e a taça foi inesperadamente, pela primeira vez, para o Equador. 

Cruzeiro X Estudiantes – 2009

Essa foi a Libertadores da qual mais me recordo, pois a equipe cruzeirense mostrou que realmente poderia ser campeã quando bateu o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi, no qual eu estava presente e pude ver Henrique marcar um golaço de voleio e Kléber completar a vitória de pênalti.

Depois disso, o clube celeste ainda eliminou o Grêmio antes de chegar à final contra o Estudiantes. O 0 a 0 do primeiro jogo deixava a decisão do campeão para a partida no Mineirão, onde o vencedor se consagraria o melhor time das Américas. O jogo começou bem para os mineiros que marcaram com Henrique. Entretanto essa partida foi chamada de “Mineirazzo”, justamente, porque os argentinos conseguiram virar o jogo, assim como os uruguaios viraram sobre o Brasil em 1950, no Maracanazzo. O time de Adilson Batista ainda pressionou e Thiago Ribeiro acertou nos minutos finais um chute no travessão; mas como diria o cruzeirense Samuel Rosa, “bola na trave não altera o placar”, e o Estudiantes venceu a partida e conquistou as Américas.

#YesWeCAM

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