16 de junho de 2014

A Copa do gols


A artilharia da Copa do Mundo é um ponto inconstante e difícil de apostar. A dúvida é tão grande que ao perceber as estatísticas gerais das Copas vê-se que jogadores já foram artilheiros tanto com 4 gols (1962) como com 13 (1958). Nessa Copa, a briga entre os goleadores promete, já que logo na primeira rodada quatro jogadores conseguiram o feito de marcar dois gols e um se isolou com três na artilharia. Vale lembrar ainda que a briga fica boa pela presença de Klose, que só precisa marcar dois para se tornar o maior artilheiro de todas as Copas.

O saldo de gols nessa Copa é realmente incrível: já foram 44 gols em apenas 14 jogos, ou seja, uma média de mais de 3 gols por partida. Dentre os matadores, destacam-se Neymar, Benzema, Robben e Van Persie, que estrearam bem: com 2 gols cada. Quem se destacou realmente, contudo, foi Thomas Müller, artilheiro em 2010, que conseguiu logo na estreia um hat-trick sob Portugal. Foram 3 gols feios, mas convenhamos que como já dizia Dada Maravilha “o feio é não fazer gols” e assim o camisa 13 já se isola na artilharia.

Müller é um alemão habilidoso e matador, mas não é o único nessa Copa. Miroslav Klose segue os padrões de faro de gol alemão herdados de Gerd Müller e Klinsmann e está próximo de superar o recorde de mais gols marcados em Copas de Ronaldo Fenômeno. Com 13 gols, o camisa 11 está apenas dois tentos de superar o eterno dono da 9 canarinha.

Por fim, percebe-se o quanto está disputada essa artilharia. São muitos craques e muitos gols. Confesso que semanas atrás acreditava que Fred poderia ser o artilheiro da competição, ao início do Mundial apostava nos bolões em Neymar, hoje já temo meu dinheiro apostado. Temo também que nós brasileiros percamos o direito de nos gabarmos por termos o maior artilheiro da história das Copas.

Enfim, resta-nos secar por Ronaldo e resta-me torcer por Neymar para que meus palpites me rendam lucros nesse Mundial.

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