26 de junho de 2011

O capitalismo tomando conta

Pagar 94 milhões de euros era algo impensável há 10 anos atrás, ainda mais por um gajo de apenas 24 anos. Cristiano Ronaldo foi a contratação mais cara da história do futebol e uma boa prova de que o capitalismo tem chegado ao futebol e "tirado" a graça do esporte. O post de hoje não é sobre o lusitano dono da camisa 7 do Real Madrid, mas sim sobre um compatriota seu, André Villas-Boas que largou o Porto - a quem jurou amor - para assumir o Chelsea.

A torcida portista não aceita a saída de Villas-Boas e o trata como um traidor, já ele considera sua ida ao Chelsea como um desafio e não esconde seu amor ao clube que o lançou ao mundo. AVB deixou a cidade do Porto com destino a Londres após o dono dos Blues, Roman Abrahmovic, liberar 15 milhões de euros. O capitalismo ao extremo vem dominando o futebol, logo, os clubes poderosos ganham cada vez mais poder e os pequenos e medianos se mantém na mesma, tornando-se fornecedores dos gigantes.

O futebol virou uma espécie de bolsa de volares, enquanto um jogador está em alta ganha o apoio de todos e mais investimentos sobre ele, mas quando cai de rendimento é esquecido e muitas vezes vai parar em clubes medianos para pequenos. O que era para ser apenas uma diversão chegou a esse ponto de desigualdade.
Abrahmovic: 11° mais rico do
mundo

Mesmo apontando esses pontos reconheço que existem partidas que se tornam cada vez melhores de se ver, como exemplo, o derby espanhol Barcelona e Real Madrid. É uma maravilha poder ver de um lado Messi, Xavi, Iniesta e Daniel Alves e do outro Cristiano Ronaldo, Özil, Di María e Marcelo.

Reconhecendo esses pontos citados vejo o capitalismo exagerado de uma forma ruim no futebol. André Villas-Boas deixou o Porto pelo desafio ou pelo seu novo salário? Não o vejo como traidor, pois tenho certeza que o dinheiro e a oportunidade foram irrecusáveis, pois afinal dificilmente fará outra temporada semelhante a essa.

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