11 de novembro de 2011

NF Entrevista: Nenê

O PSG vive uma grande fase com o diretor Leonardo e os jogadores Pastore, Nenê, Ménez, Gameiro, Lugano e companhia. Entretanto o futebol da França segue um pouco escondido para os brasileiros, por mais fanáticos que sejam pelo grande esporte. Com o maior intuito de divulgar mais o equilibradíssimo futebol francês e de trazer algo diferente para os leitores do NFC eu entrevistei o camisa 10, Nenê, que vive uma brilhante fase, após ter passado por Paulista, Palmeiras, Santos, Mallorca, Alavés, Celta, Mônaco, Espanyol. Confiram:


1. O futebol francês ficou muito tempo escondido e com a chegada de Juninho Pernambucano o Brasil começou a olha para a Ligue 1. Ele fez muito sucesso e colocou o país na vitrine. Você acredita que este novo elenco do PSG, com você, Pastore, Ménez, Lugano e o próprio Leonardo estão fazendo isso novamente?

Esse é o nosso objetivo. Uma equipe como o PSG merece e deve sempre estar no topo e lutando por títulos. Nosso elenco realmente tem muita qualidade e acredito que estamos no caminho certo.

2. Acredito que Seleção Brasieleira é o sonho de qualquer um. Infelizmente você ainda não teve nenhuma oportunidade na equipe principal, existe alguma possibilidade de se naturalizar francês e vestir a camisa dos Bleus?
Meu principal e maior desejo será sempre o de defender a Seleção Brasileira. No momento ela passa por uma reformulação e ainda acredito bastante nesta possibilidade se continuar mantendo o nível de atuação das últimas temporadas. Seria uma honra também defender uma seleção como a francesa. Não descarto a possibilidade, apesar de mínima.

3. A Ligue 1 não é muito lembrada pelos brasileiros, os quais preferem assistir à Premier League, ao Calcio e La Liga. O que você acha que falta apra alcançar um alto nível de popularidade? O campeonato é bem equilibrado, você acredita que possam algum dia chegar ao nível de uma Premier League?
Uma pena, como você mesmo disse o campeonato por aqui é muito equilibrado e de bom nível técnico. A chegada de mais atletas de destaque como agora por exemplo, Pastore e Lugano, acredito que seja um bom caminho para a competição despertar mais interesse.

4. Grandes jogadores como Liédson, Luís Fabiano, Deco e Ronaldinho voltaram a jogar no Brasil. Você fez parte do time do Santos de 2003, que tinha Robinho e Diego. Com 30 anos, você vê alguma chance de voltar para o Brasil? Pretende cumprir seu contrato com o PSG até o fim?
Pretendo sim cumprir meu contrato até o fim, pois sou muito bem tratado por todos no clube e estou totalmente adaptado ao futebol francês. Retornar ao futebol brasileiro acho que é um caminho natural, mais ainda não penso nesse momento.

5. O PSG está em uma grande fase. Contratou bons jogadores de um preço mais alto do que pagavam anteriormente. Pastore, por exemplo, foi a contratação mais cara do futebol francês. Essas mudanças afetaram os jogadores que, como você, já estavam no clube a um pouco mais de tempo?
De jeito nenhum, pelo contrário. Como somos um grupo temos que pensar num todo e no que for melhor para a equipe.

6. Sua passagem pelo Alavés foi bastante marcante. Além de ter feito parte do elenco que levou a equipe à elite do futebol espanhol, você foi considerado um dos principais jogadores da equipe e ganhou a admiração da torcida. Em meio a tudo isso, considera tal passagem a mais marcante de sua carreira? Você faz sucesso no PSG, já te consideram um ídolo? Se não: O que falta para isso?
Graças a Deus por onde passei sempre fiz um bom trabalho e no Alavés não foi diferente. Difícil dizer se foi a mais marcante, foi bem emocionante quando conseguimos o acesso à elite do futebol espanhol.

Não sei se já sou ídolo por aqui, deixo isso para vocês julgares (risos), mas o carinho que recebo da torcida do PSG é fantástico. Seguindo com as boas atuações e conquistando títulos acredito que deixarei meu nome gravado na história do clube sim, assim como o próprio Leonardo, Ronaldinho Gaúcho e Raí.

7. Como é de conhecimendo geral a torcida brasileira é uma das mais fanáticas do mundo. Como é a torcida do PSG? Pega muito no pé? No que ela se assemelha à dos clubes brasileiros e no que é diferente?
Em qualquer lugar do mundo a cobrança da torcida sempre irá existir se a equipe não estiver correspondendo em campo. Mas aqui eles incentivam o tempo todo, a cobrança só existe depois do jogo e de maneira respeitosa, sem violência. Mas ainda não passei por isso por aqui e nem pretendo (risos).

8. Você conta com passagens por clubes do futebol francês e espanhol, quanto a cultura e modo de viver de ambos os países, quais as principais diferenças com o Brasil?
Os espanhóis são mais parecidos com os brasileiros, mais festivos, fazem amizade com facilidade. Já os franceses são um pouco mais fechados, mas depois que pegam confiança, também viram grandes amigos.

9. Você vive um grande momento no futebol francês. A imprensa brasileira muitas vezes destaca o seu futebol e fala sobre o interesse dos gigantes ingleses, italianos e espanhóis. Realmente há essa sondagem? Você acredita que teria mais chances na Seleção Brasileira?
Sim, existiram algumas sondagens, mas nada acabou se concretizando. Isso de ter mais chance é muito relativo, porque muitos jogadores que atuam em mercados menos divulgados e já tiveram suas oportunidades na seleção. Isso é sinal que o Mano Menezes realmente está observando, por isso estou confiante de ainda ser chamado.

10. Assim como o Manchester City, o PSG possui um ambicioso plano para ser um dos gigantes em âmbito europeu e mundial. Você enxerga a equipe nessa condição há um curto período de tempo?
Acredito. Apesar da grande quantidade de reforços e de qualidade, o entrosamento aconteceu de forma muita rápida. O grupo é ótimo em todos os sentidos.

11. Bate bola:
- Um ídolo:
Ronaldinho Gaúcho no futebol  e fora, Jesus Cristo.
- Um sonho:
Defender a Seleção Brasileira
- Um livro:
A Bíblia
- Uma conquista marcante:
Na verdade foram duas: jogar como profissional e o vice-campeonato da Taça Libertadores.

Nenê por Nenê:
Otimista por natureza.

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