11 de novembro de 2011

O novo "futebol total"


O mais novo milionário, Paris Saint-Germain, é comandado pelo fracês Antoine Kombouaré e conquistou milhares de novos torcedores ao redor do mundo, principalmente pelo estilo de jogo bem conhecido. Na década 70 a Holanda se destacou pela forma que jogava, com o futebol total, onde todos (principalmente Cruyff) exerciam “todas as funções e posições”. Kombouaré trouxe esse espírito de volta e criou uma formação bem interessante no meio do PSG.

O meio-campo do gigante de Paris é formado por Ménez, Pastore e Nenê, os quais não têm posições fixas. O argentino costuma jogar mais centralizado, na armação de jogadas, entretanto não são poucas vezes que o vemos caindo pelos lados. Nenê e Ménez jogam parecidos, todavia de lados contrários. O brasileiro muitas vezes cai pelo meio e leva a bola para dentro, com o intuito de marcar gols e assistenciar o centro-avante Gameiro; assim como o camisa 7 faz pela esquerda.

Essa movimentação e troca de posições é mais freqüente na parte ofensiva do meio, não obstante ocorre também entre o “xerife” Lugano e o primeiro-volante Matuiti. O uruguaio é de correr atrás da bola e do marcador e para isso costuma inclusive avançar e nestes momentos Matuiti desce para assistenciar Camara. Os laterais não têm o costume de subir, já que Ménez, Pastore e Nenê dão conta do recado, entretanto Ceará tem aparecido freqüentemente no ataque.

Vendo desta forma o time do PSG parece perfeito, mas não chega a este ponto. O revezamento de posições e a habilidade em grupo e individual de alguns jogadores auxiliam muito, mas essas individualidades já aconteceram de atrapalhar (algumas vezes) o líder da Ligue 1.

O PSG, desde que foi comprado por árabes fez contratações de expressão e melhorou de forma absurda o nível de seu futebol. O técnico Kombouaré reviveu o espírito da Laranja Mecânica de 74. Este estilo de jogo estava sumido e é bom lembrar que nem o próprio PSG reviveu isso. O meio joga de forma versátil e se movimenta bem, entretanto não é uma cópia da Laranja Mecânica, o que penso que (infelizmente) jamais veremos algo parecido novamente.

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