1 de maio de 2013

Sem tirar o pé do acelerador

A remontada do Barcelona sobre o Bayern de Munique nesta quarta-feira era completamente improvável; uma nova goleada bávara também. Pois é, o improvável as vezes acontece.


Jupp Heynckes colocou seu time para jogar como se já não houvessem goleado os catalães no primeiro jogo. No Camp Nou a partida parecia decisiva para o Bayern, que foi para cima e no primeiro tempo apesar de não dar um show, foi muito superior ao Barça. O time vermelho jogou como a saudosa equipe de Guardiola em 2010; jogando com calma e trocando passes precisos. O simples foi feito na primeira etapa e assim as chances de uma virada no placar geral se tornou quase nula.

Sabendo que as chances de se classificarem eram muito pequenas, Tito Vilanova preferiu não por Messi, que ainda não está em sua melhor forma física, em jogo. Se foi uma falha eu não, mas Alaba, Lahm, Robbe, Ribéry e Muller se aproveitaram do desfalque blaugrano e ao invés de tirarem ainda mais o pé do acelerador, aceleraram com toda força.

Logo com 4 minutos, no segundo tempo, Robben invadiu a área e como de praxe limpo para a esquerda, para com um chute certeiro abrir o placar. A eliminação era certa e para poupar seus craques Tito tirou Xavi para a entrada de Alexis Sanchez, que poderia até dar um maior poder ofensivo ao Barcelona. Nada disso, quem ganhou forças foram os alemães. Alaba conseguiu chegar a linha de fundo e bateu cruzado; quem marcaria seria Mandzukic, mas Piqué entrou no lance e jogou a bola para dentro das próprias redes. O final já era conhecido: uma inédita final alemã; e pelo mesmo motivo já citado, saiu Iniesta e entrou Thiago. Nada de mudanças e mais um gol do time bávaro: Ribéry ganhou na velocidade e cruzou, Thomas Muller subiu mais que todos e comprovou a soberania do mais novo melhor clube do mundo.


Essa vontade de jogo é inédita para mim, um louco por futebol tão novo. Mesmo com uma vantagem imensa e uma classificação para a final praticamente assegurada, Heynckes mostrou que não precisa de conselhos de Pep Guardiola. Seu time jogou um futebol calmo, conciso e direto e aplicou mais uma goleada, porém agora em território adversário.

Não é todo dia que se vê o Borussia Dortmund bater o Real Madrid por um placar agregado de 4 a 3, nem o Barcelona ser derrotada para o Bayern por um 7 a 0; imagine então clubes alemães venceram os espanhóis por um conjunto de 11 a 3! A Alemanha estão fazendo história com a primeira final de Champions League entre dois clubes deste país. Dia 25 de maio vem aí e veremos um dos maiores embates da história no místico estádio Wembley: Bayern de Munique X Borussia Dortmund.

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