22 de setembro de 2013

Fazendo o mínimo para obter o necessário


O Cruzeiro é um dos times mais perto de ser campeão com menos cara de campeão da era dos pontos corridos. Disputando um campeonato fraco, o time muito bem montado no início do ano se destaca com refugos de outras equipes. Marcelo Oliveira se beneficia do nivelamento por baixo da competição para, mesmo com um empate, já na 23ª rodada abrir 8 pontos de distância para o Botafogo (segundo colocado).

Apesar de bem montado, na opinião dos críticos, o Cruzeiro não pleiteava o título do Brasileirão. Suas estrelas eram Dagoberto, Borges, Diego Souza e Dedé, mas com o passar do Estadual e o decorrer do nacional vimos que a história era completamente diferente.

Dagol e Borges passaram um tempo lesionados e os praticamente dispensados por seus antigos clubes, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, assumiram a responsabilidade de coordenar o ataque. Diego Souza foi vendido e chegou Willian envolvido na negociação, que ao meu ver já beneficia (e muito) o time de Belo Horizonte. Dedé foi o único que realmente se destacou. Apesar da demora para engrenar e algumas falhas, o ex-vascaíno hoje ao lado dos também refugos Bruno Rodrigo e Egídio e da promessa Mayke compõe a segunda defesa menos vazada do campeonato.

Éverton Ribeiro, o refugo mais craque do Cruzeiro

Seus maiores concorrente ao título foram caindo um por um e com estabilidade o clube celeste se manteve na ponta. São Paulo e Fluminense, bem cotado ao título, figuraram durante um bom tempo como fortes candidatos ao rebaixamento. O Corinthians, campeão da Libertadores anterior, fez uma campanha estável, mas não muito boa, fazendo-o ocupar o meio da tabela. O Internacional até tem vencido, mas o grande número de empates (10) não o fizeram render como deveria. E seu grande rival, o Atlético Mineiro fez do Brasileirão um campeonato de folga, depois de uma brilhante conquista da Libertadores.

Aproveitando todos esses fatores, Marcelo Oliveira uniu bem o seu elenco e encaixou cada peça muito bem para não comprometesse o entrosamento e o rendimento da equipe. Julio Baptista, que chegou recentemente, por exemplo, foi cuidadosamente aplicado ao time titular e hoje é mais um refugo que deu certo.

Na rodada deste fim de semana, uma vitória faria o Cruzeiro abrir 10 pontos de vantagem para o Botafogo. Entretanto preferiu ser estrategista e não se arriscar contra o Corinthians fora de casa. Empatou e contou com a inesperada derrota dos cariocas diante do Bahia para se manterem isolados na folga da liderança.

O campeonato ainda não acabou, mas com os péssimos resultados de seus adversários e sua consistente campanha regular, o Cruzeiro se faz um campeão muito bom, mas não avassalador. Jogando o mínimo para obter o necessário, Everton Ribeiro, Dedé, Fábio, Ricardo Goulart e companhia fazem do Cruzeiro o time mais cedo "já campeão", com menos perfil de campeão.

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