26 de setembro de 2014

Ver-go-nha


Emerson Sheik nunca me foi uma referência (e dificilmente será) mas sua declaração frente às câmeras merece meu coro. Sou partidário a ideia de que foi muito conveniente ele dizer aquilo após cravar a chuteira na coxa do adversário, porém, me é mais forte a percepção de que jogo após jogo os resultados do Brasileirão são adulterados por absurdas falhas de arbitragem. Em visto do exposto, é inegável que a CBF e sua arbitragem estão uma “VER-GO-NHA”.

A antipatia com a arbitragem é antiga, mas recentemente se ampliou. O primeiro momento foi na difícil classificação do Flamengo sobre o Coritiba. O rubro-negro precisava de 3 a 0 para levar o jogo para as penalidades. Quase impossível, mas assim foi e com dois gols de pênalti, um deles extremamente questionável. Suspeito ou não, a arbitragem começou a mostrar seus exageros.

Em seguida, no clássico entre São Paulo e Corinthians mais dois pênaltis. Desta vez a falha não veio por parte da arbitragem (que também não mereceu aplausos) mas por parte da CBF e da FIFA. Por indicação, qualquer uma (geral e irrestrita) mão dentro da área é pênalti. Antônio Carlos sem possibilidade de tirar seu membro da trajetória foi de encontro a bola e penalidade para o Corinthians.



O ápice, contudo, veio na partida entre duas das já referidas equipes: São Paulo e Flamengo. Como se diz, um dia é da caça o outro do caçador. O rubro-negro que já havia sido beneficiado desta vez foi extremamente prejudicado, o que colaborou para o São Paulo que sofreu diante do Corinthians. Para não fugir do padrão: dois pênaltis. Para piorar: os dois não foram! A primeira marcação foi aceitável devido à excelente atuação que Alexandre Pato usou de seus tempos de casado com atriz global. A segunda: um absurdo. Samir tocou com a bola na mão, o problema é que estava a uma distância enorme da área.

Visto a extrema bagunça, os deuses do futebol tiveram que intervir: Rogério Ceni marcou um, mas perdeu o segundo. É triste ver um campeonato se decidir nesses lances.

São decisões adulteradas seja por erro em expulsões, pênaltis ou gols (quem dirá o Vasco!) que tornam o Brasileirão inconstante. São exceções os que driblam as falhas da arbitragem. O mais triste ainda é constatar a conivência da CBF (confederação que deveria brigar por um futebol mais justo e organizado) que pouco age nessas situações.

Vê-se, pois, que deve-se estabelecer como meta uma moralização da arbitragem brasileira. Em um primeiro momento, para obter resultados imediatos, se faz necessária a remoção da recomendação "cebeéfica" referente à mão dentro da área. Por outro lado, visando uma melhora a longo prazo, é evidente a formação e capacitação de bons árbitros. O correto é treinar os inexperientes juízes em campeonatos menores para manter o alto nível da primeira divisão. Só assim será possível torcer e vencer sem ser prejudicado pela vergonhosa arbitragem.
 
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